Esta noite
Ao chegar a casa,
Com a temperatura em brasa,
Deu um toque a solidão
Só por não te ter aqui.
Não sei viver sem ti.
E fico assim,
Perdido, sem ter jeito,
Sem domar a dor no peito
Que cresce a todo o momento.
Então vem quebrar este tormento.
Peço-te, volta p’ra mim.
E fico assim
Chorando pelos cantos.
Fico assim
Rendidos aos teus encantos.
E eu fico assim...
Jamais posso viver sem ti!
Na manhã seguinte
Ao acordar,
Oiço a dor a chamar,
A explodir dentro de mim
Porque tu não estás a meu lado.
Volta! Quero ser amado.
Outra noite passa por aqui.
Fico olhando a lua
Imaginando que estás comigo
E que nunca chegaste a partir,
E então volto a sorrir.
E fico assim
Sorrindo para o espaço.
Fico assim
Vivendo passo a passo.
E eu fico assim,
Já posso bem viver sem ti.
Bruno Torrão
00/05/22
A estória deste poema é muito simples. Sintecticamente foi: Convite para letra duma canção de uma cantora pimba com muito sucesso no ano 2000. Letra enviada. Ainda hoje aguardo resposta tanto da dita cantora, como da própria editora. Ela já não canta. Mas eu já sei a resposta!
terça-feira, 27 de maio de 2008
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Poema LI - Solidão, minha vizinha
Tenho a Solidão como vizinha,
Que vem de vez em quando
Tocar-me à campainha.
"Não fiques tão só."
- Vem-me ela avisando -
"Tal solidão mete-me dó!"
Abro-lhe a porta, chorando,
E lhe peço que se vá.
"Tão triste que eu ando
Ai o amor! A quanto ele obriga!
Coisa mais triste não há,
Solidão, minha amiga!"
Ela entra sem permissão!
E abraça-me e me escuta.
E solta o meu coração
E diz, durante um abraço,
"Ah! Solidão, filha da puta!"
E choro então no seu regaço!
E nesse dia mil lágrimas soltei,
Lancei dos meus olhos, com suavidade.
E a ela mesma eu avisei,
"Não te culpes pela briga
Que tenho com a Felicidade.
Vai-te agora, Solidão, minha amiga."
Bruno Torrão
00/05/19
Que vem de vez em quando
Tocar-me à campainha.
"Não fiques tão só."
- Vem-me ela avisando -
"Tal solidão mete-me dó!"
Abro-lhe a porta, chorando,
E lhe peço que se vá.
"Tão triste que eu ando
Ai o amor! A quanto ele obriga!
Coisa mais triste não há,
Solidão, minha amiga!"
Ela entra sem permissão!
E abraça-me e me escuta.
E solta o meu coração
E diz, durante um abraço,
"Ah! Solidão, filha da puta!"
E choro então no seu regaço!
E nesse dia mil lágrimas soltei,
Lancei dos meus olhos, com suavidade.
E a ela mesma eu avisei,
"Não te culpes pela briga
Que tenho com a Felicidade.
Vai-te agora, Solidão, minha amiga."
Bruno Torrão
00/05/19
domingo, 25 de maio de 2008
Poema L - Deste lado
Para lá da porta que acabei de fechar
Fica um mundo intenso,
Um lugar imenso,
Cheio de amor e de gente que sabe amar.
Deste lado, onde estou,
Fica um mundo solitário,
Que não alimenta o imaginário
De quem alguma vez amou.
É onde nasce o sol, deste lado,
De manhã, ainda frio,
E onde nasce de lágrimas um rio,
Água aquecida dum coração gelado!
Aqui a noite aparece em primeiro.
Filha do silêncio e da solidão,
Onde quem age é a recordação
De um amor que não fica prisioneiro.
E a recordação, maldita
Só me deixa chorar
E sofrer, e gritar
Mas ninguém ouve quem grita
Pois o grito é camuflado
Pelas alegrias do dia-a-dia.
E quando chega a noite fria
Torna-se o destino amargurado.
Bruno Torrão
00/05/17
Fica um mundo intenso,
Um lugar imenso,
Cheio de amor e de gente que sabe amar.
Deste lado, onde estou,
Fica um mundo solitário,
Que não alimenta o imaginário
De quem alguma vez amou.
É onde nasce o sol, deste lado,
De manhã, ainda frio,
E onde nasce de lágrimas um rio,
Água aquecida dum coração gelado!
Aqui a noite aparece em primeiro.
Filha do silêncio e da solidão,
Onde quem age é a recordação
De um amor que não fica prisioneiro.
E a recordação, maldita
Só me deixa chorar
E sofrer, e gritar
Mas ninguém ouve quem grita
Pois o grito é camuflado
Pelas alegrias do dia-a-dia.
E quando chega a noite fria
Torna-se o destino amargurado.
Bruno Torrão
00/05/17
sábado, 24 de maio de 2008
Poema XLIX - O teu desejo
Noites de luar,
Noites de calor;
Tempos de amar,
Tempos de dor.
Tempos de dor!
Alegrias a pairar
Pelas estrelas de calor
A transbordar.
Só a mim não vem
Tanta alegria, tanto amor!
Pois então quem me tem
Só pode ter é dor.
Dor de não me ter,
De não me possuir!
E quem meu coração preencher
Jamais a arrepender poderá vir.
Eu sou o desejado
Quem toda a gente quer amar.
Sou divino, alado;
Alguém que não pode acabar.
Bruno Torrão
00/05/15
Noites de calor;
Tempos de amar,
Tempos de dor.
Tempos de dor!
Alegrias a pairar
Pelas estrelas de calor
A transbordar.
Só a mim não vem
Tanta alegria, tanto amor!
Pois então quem me tem
Só pode ter é dor.
Dor de não me ter,
De não me possuir!
E quem meu coração preencher
Jamais a arrepender poderá vir.
Eu sou o desejado
Quem toda a gente quer amar.
Sou divino, alado;
Alguém que não pode acabar.
Bruno Torrão
00/05/15
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Poema XLVIII - Serei
Sonho ser o dono da poesia,
Comparado a Pessoa, e Quental;
E então fazer da minha alegria
O verdadeiro orgulho de Portugal.
Ser invejada minha fantasia;
E cobiçada p'ralém de Portugal
A tristeza que a todos arrepia.
Tornar-me um poeta internacional,
E ser reconhecido em qualquer país
Mais do que foi o grandioso Luís,
Rei da epopeia, a Lusitana.
E para muitos servir d'inspiração,
Como foi Florbela para o meu coração
Na minha poesia Soberana.
Bruno Torrão
00/05/13
Comparado a Pessoa, e Quental;
E então fazer da minha alegria
O verdadeiro orgulho de Portugal.
Ser invejada minha fantasia;
E cobiçada p'ralém de Portugal
A tristeza que a todos arrepia.
Tornar-me um poeta internacional,
E ser reconhecido em qualquer país
Mais do que foi o grandioso Luís,
Rei da epopeia, a Lusitana.
E para muitos servir d'inspiração,
Como foi Florbela para o meu coração
Na minha poesia Soberana.
Bruno Torrão
00/05/13
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Poema XLVII - P'los cantos
Minha alma está carente,
Meu coração, doente...
Minha cara é um rio
E meu amor não está quente...
É frio.
E pela tristeza eu canto,
E no rolar do meu pranto...
Ai... Quanto eu adoro
Ficar no meu canto
Enquanto choro.
Sinto alegria fora de mim
Que me contenta para não me ver assim,
Triste como ando...
Pelos cantos, enfim,
Chorando.
Bruno Torrão
00/05/08
Meu coração, doente...
Minha cara é um rio
E meu amor não está quente...
É frio.
E pela tristeza eu canto,
E no rolar do meu pranto...
Ai... Quanto eu adoro
Ficar no meu canto
Enquanto choro.
Sinto alegria fora de mim
Que me contenta para não me ver assim,
Triste como ando...
Pelos cantos, enfim,
Chorando.
Bruno Torrão
00/05/08
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Estrelas Sugestivas III
Tal como fiz na 1ª edição do Signo, vou continuar a propôr alguns sons que me fazem sentir muito a poesia (alguns até me chegam a dar ideias).
O que vos trago hoje é a minha mais recente aquisição. Embora o álbum tenha saído já o ano passado, só agora me lembrei de o comprar. Falo-vos de uma das mais promissoras seguidoras do fado nos dias de hoje. Uma voz quente e uma imagem quasi-exótica. Falo-vos de Ana Moura!
Do que já conheço vindo dos álbuns anteriores, este ultrapassa-os em largos pontos. Não consigo quase, sequer, escolher uma "super-faixa"! Ainda assim, os singles Os Búzios e O Fado da Procura, conseguem trazer alguma diferença das faixas restantes. Mas nada melhor que o ouvir cada uma das 15 faixas para poder tirar o bom sabor que fica para além da saudade!
O que vos trago hoje é a minha mais recente aquisição. Embora o álbum tenha saído já o ano passado, só agora me lembrei de o comprar. Falo-vos de uma das mais promissoras seguidoras do fado nos dias de hoje. Uma voz quente e uma imagem quasi-exótica. Falo-vos de Ana Moura!
Do que já conheço vindo dos álbuns anteriores, este ultrapassa-os em largos pontos. Não consigo quase, sequer, escolher uma "super-faixa"! Ainda assim, os singles Os Búzios e O Fado da Procura, conseguem trazer alguma diferença das faixas restantes. Mas nada melhor que o ouvir cada uma das 15 faixas para poder tirar o bom sabor que fica para além da saudade!
Poema XLVI - À caneta
Ter esta caneta na mão
Dá-me tanta, mas tanta calma
Que se ficar sem ela
Perco o coração
E a alma.
Só de possuí-la entre meus dedos
Cresce-me um aperto na barriga
E vontade de gritar
Pois solta-me dos meus medos.
É mais do que uma amiga.
Só de pensar que vou ter de a deixar
E largá-la para uma gaveta,
Desfaço-me em lágrimas
De maneira a nem querer acabar,
Mesmo morrendo a tinta da caneta.
Já agora que vou dormir
Com a mente já mais clara
E livre de tristezas,
Um sonho a poderá substituir
Numa obra rara.
Bruno Torrão
00/03/20
Dá-me tanta, mas tanta calma
Que se ficar sem ela
Perco o coração
E a alma.
Só de possuí-la entre meus dedos
Cresce-me um aperto na barriga
E vontade de gritar
Pois solta-me dos meus medos.
É mais do que uma amiga.
Só de pensar que vou ter de a deixar
E largá-la para uma gaveta,
Desfaço-me em lágrimas
De maneira a nem querer acabar,
Mesmo morrendo a tinta da caneta.
Já agora que vou dormir
Com a mente já mais clara
E livre de tristezas,
Um sonho a poderá substituir
Numa obra rara.
Bruno Torrão
00/03/20
terça-feira, 20 de maio de 2008
Poema XLV - Não
Não quero mais ser outro.
Ferir-me a mim,
Agradar aos outros.
Chega, basta...fim!
Não quero mais esta
Feita d'alegria lerda,
Rotina de tristeza,
Acabou-se, merda!
Não quero mais rir-me
Que nem um perdido,
Mostrar-me contente
Quando estou todo fodido!
Não quero mais dizer que sim
Quando me perguntam " 'Tá tudo bem?".
Quero que todos saibam
Que fico triste também.
Não quero mais fazer-me de forte,
Imune a qualquer tristeza,
Porque a perfeição não está de fora
Mas sim dentro como a beleza.
Bruno Torrão
00/02/15
Ferir-me a mim,
Agradar aos outros.
Chega, basta...fim!
Não quero mais esta
Feita d'alegria lerda,
Rotina de tristeza,
Acabou-se, merda!
Não quero mais rir-me
Que nem um perdido,
Mostrar-me contente
Quando estou todo fodido!
Não quero mais dizer que sim
Quando me perguntam " 'Tá tudo bem?".
Quero que todos saibam
Que fico triste também.
Não quero mais fazer-me de forte,
Imune a qualquer tristeza,
Porque a perfeição não está de fora
Mas sim dentro como a beleza.
Bruno Torrão
00/02/15
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Poema XLIV - Sobre o amor
Quero falar de amor.
Mas não sei como fazer
Pois não tenho o calor
Para nele pensar,
Quanto mais sobre ele escrever.
Quero falar de amor
Pois poder-me-ia alegrar.
Mas só sinto dor...
E basta nele pensar
Para que por dentro comece a chorar.
E ao falar de amor,
Triste por não o ter,
Sinto o ardor
Contente por não saber
O fim do amor que queria ter.
Então, para quê pensar no amor
Se mais do que alegria
Me dá também dor.
Prefiro estar como estou, a viver
E nunca mais senti-lo queria!
Bruno Torrão
00/02/15
Mas não sei como fazer
Pois não tenho o calor
Para nele pensar,
Quanto mais sobre ele escrever.
Quero falar de amor
Pois poder-me-ia alegrar.
Mas só sinto dor...
E basta nele pensar
Para que por dentro comece a chorar.
E ao falar de amor,
Triste por não o ter,
Sinto o ardor
Contente por não saber
O fim do amor que queria ter.
Então, para quê pensar no amor
Se mais do que alegria
Me dá também dor.
Prefiro estar como estou, a viver
E nunca mais senti-lo queria!
Bruno Torrão
00/02/15
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