Só eu consigo agradar a gregos e a troianos,
Só eu consigo ter ordem e poder.
Porque o destino me fez Deus entre humanos,
E alegre entre a tristeza que não para de crescer.
Porque serei eu o líder da liberdade,
O rei do Aquém, do Além e do Mar.
E me farei espalhar como a chuva da tempestade
E serei o calor que a água irá secar.
E agora, um simples mortal clauso,
Obrigado a dar, sem perceber,
Vivo na agitação da fama, que causo,
Somente, uma vibração no meu ser.
Bruno Torrão
00/06/07
sábado, 31 de maio de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Poema LV - Triste inspiração
Estou entre mim e a solidão,
Estou no meio do nada,
No centro da resolução
De uma dúvida mal validada.
A dúvida da alegria,
Do eterno prazer com a vida,
Com a morte, com cada dia
Com a mítica musa querida.
Porque o bem não me inspira.
A felicidade não me inspira.
O contentamento não me inspira.
Só a tristeza, a morte. Tão gira!
Fico então, aqui, triste, só,
Alegremente na solidão
Que me mete dó,
Sem alma, sem coração.
Bruno Torrão
00/06/07
Estou no meio do nada,
No centro da resolução
De uma dúvida mal validada.
A dúvida da alegria,
Do eterno prazer com a vida,
Com a morte, com cada dia
Com a mítica musa querida.
Porque o bem não me inspira.
A felicidade não me inspira.
O contentamento não me inspira.
Só a tristeza, a morte. Tão gira!
Fico então, aqui, triste, só,
Alegremente na solidão
Que me mete dó,
Sem alma, sem coração.
Bruno Torrão
00/06/07
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Poema LIV - Não estou em mim (desorgulho)
O nada apoderou-se de mim.
O vazio, a solidão...
Sinto que estou no fim,
Perdido na palma da minha mão!
Até o que me dava alegria:
A família, um amigo,
Perderam o orgulho que neles tinha.
E nem o orgulho está comigo!
Nem a poesia que escrevo
M'alegra nas noites em que não durmo.
Nem a quem a minh'alegria devo
Merece um abraço obscuro,
Porque já nada me faz sorrir
Na face em que sou eu mesmo, o Eu!
No meu ego já nada consegue subir,
Flutuar no orgulho que devia ser meu.
Bruno Torrão
00/05/25
O vazio, a solidão...
Sinto que estou no fim,
Perdido na palma da minha mão!
Até o que me dava alegria:
A família, um amigo,
Perderam o orgulho que neles tinha.
E nem o orgulho está comigo!
Nem a poesia que escrevo
M'alegra nas noites em que não durmo.
Nem a quem a minh'alegria devo
Merece um abraço obscuro,
Porque já nada me faz sorrir
Na face em que sou eu mesmo, o Eu!
No meu ego já nada consegue subir,
Flutuar no orgulho que devia ser meu.
Bruno Torrão
00/05/25
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Poema LIII - Os outros
Todos os outros poemas
São lindos, belos, risonhos!
Verdadeiros! São sonhos!
Só os meus são problemas,
Mortos, tristes.
Finge tu que nunca
Os viste,
E que são uma espelunca.
E diz-me que choraste apenas ao ler,
E que depois te riste,
Dizendo para o alto
"Ainda este poeta se quer fazer!"
Bruno Torrão
00/05/24
São lindos, belos, risonhos!
Verdadeiros! São sonhos!
Só os meus são problemas,
Mortos, tristes.
Finge tu que nunca
Os viste,
E que são uma espelunca.
E diz-me que choraste apenas ao ler,
E que depois te riste,
Dizendo para o alto
"Ainda este poeta se quer fazer!"
Bruno Torrão
00/05/24
terça-feira, 27 de maio de 2008
Poema LII - Fico assim
Esta noite
Ao chegar a casa,
Com a temperatura em brasa,
Deu um toque a solidão
Só por não te ter aqui.
Não sei viver sem ti.
E fico assim,
Perdido, sem ter jeito,
Sem domar a dor no peito
Que cresce a todo o momento.
Então vem quebrar este tormento.
Peço-te, volta p’ra mim.
E fico assim
Chorando pelos cantos.
Fico assim
Rendidos aos teus encantos.
E eu fico assim...
Jamais posso viver sem ti!
Na manhã seguinte
Ao acordar,
Oiço a dor a chamar,
A explodir dentro de mim
Porque tu não estás a meu lado.
Volta! Quero ser amado.
Outra noite passa por aqui.
Fico olhando a lua
Imaginando que estás comigo
E que nunca chegaste a partir,
E então volto a sorrir.
E fico assim
Sorrindo para o espaço.
Fico assim
Vivendo passo a passo.
E eu fico assim,
Já posso bem viver sem ti.
Bruno Torrão
00/05/22
A estória deste poema é muito simples. Sintecticamente foi: Convite para letra duma canção de uma cantora pimba com muito sucesso no ano 2000. Letra enviada. Ainda hoje aguardo resposta tanto da dita cantora, como da própria editora. Ela já não canta. Mas eu já sei a resposta!
Ao chegar a casa,
Com a temperatura em brasa,
Deu um toque a solidão
Só por não te ter aqui.
Não sei viver sem ti.
E fico assim,
Perdido, sem ter jeito,
Sem domar a dor no peito
Que cresce a todo o momento.
Então vem quebrar este tormento.
Peço-te, volta p’ra mim.
E fico assim
Chorando pelos cantos.
Fico assim
Rendidos aos teus encantos.
E eu fico assim...
Jamais posso viver sem ti!
Na manhã seguinte
Ao acordar,
Oiço a dor a chamar,
A explodir dentro de mim
Porque tu não estás a meu lado.
Volta! Quero ser amado.
Outra noite passa por aqui.
Fico olhando a lua
Imaginando que estás comigo
E que nunca chegaste a partir,
E então volto a sorrir.
E fico assim
Sorrindo para o espaço.
Fico assim
Vivendo passo a passo.
E eu fico assim,
Já posso bem viver sem ti.
Bruno Torrão
00/05/22
A estória deste poema é muito simples. Sintecticamente foi: Convite para letra duma canção de uma cantora pimba com muito sucesso no ano 2000. Letra enviada. Ainda hoje aguardo resposta tanto da dita cantora, como da própria editora. Ela já não canta. Mas eu já sei a resposta!
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Poema LI - Solidão, minha vizinha
Tenho a Solidão como vizinha,
Que vem de vez em quando
Tocar-me à campainha.
"Não fiques tão só."
- Vem-me ela avisando -
"Tal solidão mete-me dó!"
Abro-lhe a porta, chorando,
E lhe peço que se vá.
"Tão triste que eu ando
Ai o amor! A quanto ele obriga!
Coisa mais triste não há,
Solidão, minha amiga!"
Ela entra sem permissão!
E abraça-me e me escuta.
E solta o meu coração
E diz, durante um abraço,
"Ah! Solidão, filha da puta!"
E choro então no seu regaço!
E nesse dia mil lágrimas soltei,
Lancei dos meus olhos, com suavidade.
E a ela mesma eu avisei,
"Não te culpes pela briga
Que tenho com a Felicidade.
Vai-te agora, Solidão, minha amiga."
Bruno Torrão
00/05/19
Que vem de vez em quando
Tocar-me à campainha.
"Não fiques tão só."
- Vem-me ela avisando -
"Tal solidão mete-me dó!"
Abro-lhe a porta, chorando,
E lhe peço que se vá.
"Tão triste que eu ando
Ai o amor! A quanto ele obriga!
Coisa mais triste não há,
Solidão, minha amiga!"
Ela entra sem permissão!
E abraça-me e me escuta.
E solta o meu coração
E diz, durante um abraço,
"Ah! Solidão, filha da puta!"
E choro então no seu regaço!
E nesse dia mil lágrimas soltei,
Lancei dos meus olhos, com suavidade.
E a ela mesma eu avisei,
"Não te culpes pela briga
Que tenho com a Felicidade.
Vai-te agora, Solidão, minha amiga."
Bruno Torrão
00/05/19
domingo, 25 de maio de 2008
Poema L - Deste lado
Para lá da porta que acabei de fechar
Fica um mundo intenso,
Um lugar imenso,
Cheio de amor e de gente que sabe amar.
Deste lado, onde estou,
Fica um mundo solitário,
Que não alimenta o imaginário
De quem alguma vez amou.
É onde nasce o sol, deste lado,
De manhã, ainda frio,
E onde nasce de lágrimas um rio,
Água aquecida dum coração gelado!
Aqui a noite aparece em primeiro.
Filha do silêncio e da solidão,
Onde quem age é a recordação
De um amor que não fica prisioneiro.
E a recordação, maldita
Só me deixa chorar
E sofrer, e gritar
Mas ninguém ouve quem grita
Pois o grito é camuflado
Pelas alegrias do dia-a-dia.
E quando chega a noite fria
Torna-se o destino amargurado.
Bruno Torrão
00/05/17
Fica um mundo intenso,
Um lugar imenso,
Cheio de amor e de gente que sabe amar.
Deste lado, onde estou,
Fica um mundo solitário,
Que não alimenta o imaginário
De quem alguma vez amou.
É onde nasce o sol, deste lado,
De manhã, ainda frio,
E onde nasce de lágrimas um rio,
Água aquecida dum coração gelado!
Aqui a noite aparece em primeiro.
Filha do silêncio e da solidão,
Onde quem age é a recordação
De um amor que não fica prisioneiro.
E a recordação, maldita
Só me deixa chorar
E sofrer, e gritar
Mas ninguém ouve quem grita
Pois o grito é camuflado
Pelas alegrias do dia-a-dia.
E quando chega a noite fria
Torna-se o destino amargurado.
Bruno Torrão
00/05/17
sábado, 24 de maio de 2008
Poema XLIX - O teu desejo
Noites de luar,
Noites de calor;
Tempos de amar,
Tempos de dor.
Tempos de dor!
Alegrias a pairar
Pelas estrelas de calor
A transbordar.
Só a mim não vem
Tanta alegria, tanto amor!
Pois então quem me tem
Só pode ter é dor.
Dor de não me ter,
De não me possuir!
E quem meu coração preencher
Jamais a arrepender poderá vir.
Eu sou o desejado
Quem toda a gente quer amar.
Sou divino, alado;
Alguém que não pode acabar.
Bruno Torrão
00/05/15
Noites de calor;
Tempos de amar,
Tempos de dor.
Tempos de dor!
Alegrias a pairar
Pelas estrelas de calor
A transbordar.
Só a mim não vem
Tanta alegria, tanto amor!
Pois então quem me tem
Só pode ter é dor.
Dor de não me ter,
De não me possuir!
E quem meu coração preencher
Jamais a arrepender poderá vir.
Eu sou o desejado
Quem toda a gente quer amar.
Sou divino, alado;
Alguém que não pode acabar.
Bruno Torrão
00/05/15
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Poema XLVIII - Serei
Sonho ser o dono da poesia,
Comparado a Pessoa, e Quental;
E então fazer da minha alegria
O verdadeiro orgulho de Portugal.
Ser invejada minha fantasia;
E cobiçada p'ralém de Portugal
A tristeza que a todos arrepia.
Tornar-me um poeta internacional,
E ser reconhecido em qualquer país
Mais do que foi o grandioso Luís,
Rei da epopeia, a Lusitana.
E para muitos servir d'inspiração,
Como foi Florbela para o meu coração
Na minha poesia Soberana.
Bruno Torrão
00/05/13
Comparado a Pessoa, e Quental;
E então fazer da minha alegria
O verdadeiro orgulho de Portugal.
Ser invejada minha fantasia;
E cobiçada p'ralém de Portugal
A tristeza que a todos arrepia.
Tornar-me um poeta internacional,
E ser reconhecido em qualquer país
Mais do que foi o grandioso Luís,
Rei da epopeia, a Lusitana.
E para muitos servir d'inspiração,
Como foi Florbela para o meu coração
Na minha poesia Soberana.
Bruno Torrão
00/05/13
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Poema XLVII - P'los cantos
Minha alma está carente,
Meu coração, doente...
Minha cara é um rio
E meu amor não está quente...
É frio.
E pela tristeza eu canto,
E no rolar do meu pranto...
Ai... Quanto eu adoro
Ficar no meu canto
Enquanto choro.
Sinto alegria fora de mim
Que me contenta para não me ver assim,
Triste como ando...
Pelos cantos, enfim,
Chorando.
Bruno Torrão
00/05/08
Meu coração, doente...
Minha cara é um rio
E meu amor não está quente...
É frio.
E pela tristeza eu canto,
E no rolar do meu pranto...
Ai... Quanto eu adoro
Ficar no meu canto
Enquanto choro.
Sinto alegria fora de mim
Que me contenta para não me ver assim,
Triste como ando...
Pelos cantos, enfim,
Chorando.
Bruno Torrão
00/05/08
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