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Este blog nunca se irá encontrar escrito ao abrigo do (des)Acordo Ortográfico de 1990!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Poema LXX - Caso o tempo to permita

Vento leve e folhas d’Outono...
Suave movimento da luz,
Dois olhos sós e atentos
Vigiam todo o existente,
Sentem toda a presença à volta...
Uma alma torturada,
Uma ferida por sarar,
Sem desgostos ou promessas.
O passado passou
Mas tu estás livre
Caso o tempo to permita.

É tempo de soltares as tuas asas
De conduzir o teu vôo
De te empenhares na vida
Procurando o sol quente
Que está dentro de ti
Mas tu continuarás livre
Caso o tempo to permita.

Continua a tua caminhada
Para que vejas a luz
Que brilhará para sempre
Navega p’los céus carmesim
Da mais pura luz
A luz que te liberta
Caso o tempo to permita.

Navega no vento e na chuva esta noite
Estás livre para voar
E continuarás livre
Caso o tempo to permita.

Voa mais alto
Que o topo da montanha
Voa que o vento não para
E voa
Pois estás livre esta noite!

Bruno Torrão
01/01/29

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Poema LXIX - Horas Perdidas

Toca agora o sino
Dando as onze horas
Penso para comigo
“Para que serves agora”.

A paixão toca numa aparelhagem,
Ponto de partida
Para uma viagem,
Onde as horas são esquecidas.

Mais uma noite
Sem ter as pestanas unidas
Num sono, ou sonho,
Perdido ou até,
Talvez esquecido
Por alguém que não me tenha escolhido
A dormir nesta noite
De inspiração.
E continua a tocar a paixão.

Bruno Torrão
01/01/15

domingo, 27 de julho de 2008

Poema LXVIII - Mas é o amor

Amor, ardor ardido
Saboroso sexto sentido
Que me exalta o coração
Em plena sensação
De liberdade.

É como andar pela cidade
Sem ter direcção,
É responder sempre não
Quando devia ser sim.
É algo que não controlo em mim!

Mas é o amor.

É simplesmente uma trovoada
Que de Verão não diz nada,
E no Inverno vale tudo
Tudo o que existe em todo o mundo
Pode até mesmo ser amor profundo.

É como a ressaca de fim-de-ano,
Ou a religião de um profano
É como o sumo de limão
Que pretende molestar o coração.
Mas é o amor.

Bruno Torrão
00/12/22

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Poema LXVII - Tears/Lágrimas

Outside rain doesn’t stop
Like my soul can’t dry my teardrops
But nobody hears my cry
I’m so weak. I wanna die…

So I wish to live in a dream
Where no one needs to scream
When your own soul felt the pain.
And outside steels the rain.

Na minha alma uma ferida p’ra sarar
No meu rosto lágrimas por secar
Quem me dera estar num sonho
Onde nada fosse medonho.

Mas esse sonho nunca há-de chegar
Ninguém consegue parar de gritar.
A chuva não para de cair...
A minha alma sem conseguir sorrir.

Bruno Torrão
00/12/20



Esta foi a primeira e única tentativa a escrever em inglês. Na época era, ainda, too much basic. Mas era de se esperar, se até na minha língua materna pouco mais o era...
A ideia era até nem postar este poema. O facto é que ele existe. Como tal, aqui está!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Poema LXVI - A tua cura

À minha tão grande amiga,
Marília Céu


Senti no primeiro dia
Nascer uma flor no meu jardim,
Apareceste tu, Marília,
Para preencher o vazio que havia em mim.

Ouvi-te contar a tua vida
Com a tua (única) expressividade
Sabendo que havia um ferida
Algures na tua intimidade.

Foste até hoje o pano
Que amanhã me irá tapar,
Protegendo do mal soberano
Que me quer ferir e matar.

Sinto então a segurança,
Que poucos ma fizeram ter,
Junto de ti tenho esperança
Para ao mal sobreviver.

Quero que o teu céu, só teu,
Não pare nunca de tocar o meu vento,
Em que se une o que é teu e meu
Nem que seja só por um momento.

A tua ferida, hoje, está sarada,
E só abrirá com a saudade.
A receita está passada...
Cura-se com a minha amizade!

Bruno Torrão
00/12/09

sábado, 12 de julho de 2008

Poema LXV - A chegada

Outra vez a chegar.
Enfim, nada a fazer.
Sinto-o a torturar
A minha alma farta de sofrer.

Mas eu gosto do seu sabor,
De sentir o seu tocar,
E de sentir a sua dor,
E de sentir o seu cantar

Que calado faz soar,
Entre meus sentidos
O que não basta com um olhar
Dizer o que se quer em segundos perdidos.

Esquecidos? Não. Jamais
Poderia esquecê-los pois são
Por nada menos nada mais
Zumbidos tordoantes do coração.

Bruno Torrão
00/12/05

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Poema LXIV - Estranhas palavras

Foi esta mais uma noite inspiradora
De algo que não sei descrever,
E que em mim continua a viver
Na minha alma tão sonhadora.

Será causa a agonia? Não me parece!
Pois de mágoas, talvez o seja,
Já que custa, e até gagueja,
Sair cada palavra que d’alegria padece.

Busco então, no meu íntimo ser,
A resposta para tal encalhamento.
Mas em vão, não encontro o sentimento
Que me retira o preparo de escrever.

Descobri, entretanto, por entre minhas entranhas,
Que esta vontade é simplesmente a vontade
De escrever... Com um pingo de saudade,
As palavras que p’ra mim são estranhas.

Bruno Torrão
00/11/15

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Poema LXIII - Poeta da Noite

Poeta da Noite

A Carla Baptista


Poeta da noite me chamaram
Por ser a noite minha inspiração,
Por serem as luas que me iluminaram
E me fizeram exaltar o coração.

Poeta da noite, assim sou conhecido,
Pelas noites que gastei a escrever,
Por ser pelas estrelas o escolhido
Para fazer da vida uma boa vida para viver.

Poeta da noite, assim quero ser
E permanecer para toda a vida
Para no futuro poder dizer
Que fui poeta da minha noite querida.

Bruno Torrão
00/11/01

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Poema LXII - Mil obrigados

Se era na poesia que me alegrava,
Se era na poesia que me escondia,
Se era na poesia que eu chorava
As palavras que não dizia,

É na poesia que eu recordo
Os melancólicos tempos que eu vivi!

Se era na poesia que eu gritava,
Se era na poesia que eu sorria,
Se era na poesia que me refugiava
Das pedras atiradas ao meu dia-a-dia,

É na poesia que agora escrevo
Os risonhos dias que vejo nascerem!

Se era na poesia, que não concordo
Que chamassem beleza ao que escrevi,
A alegria de hoje, à tal beleza eu devo
Mil obrigados a cada letra que fiz escrever!

Bruno Torrão
00/10/20

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Poema LXI - Saudade

É em cada noite fria
Que a saudade mais aperta.
É a altura em que a minha alma
Discreta, secreta, desperta
Ao tocar no meu coração
A saudade.

E é a saudade.
Tenho a certeza que é ela!
E que somente o orgulho a esconde,
Que só a poesia a mata,
Numa luta injusta,
Contra a vida ingrata
Que alimenta
A saudade.

E então cresce a saudade.
Tenho a certeza que cresce!
E que a cada hora que passar
Mais ela irá apertar
O meu sentido mais escondido,
Tantas vezes fingido,
Apenas para matar
A saudade.

Bruno Torrão
00/09/23