magnotico on-line entertainment

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Este blog nunca se irá encontrar escrito ao abrigo do (des)Acordo Ortográfico de 1990!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Poema LXXXIII - Acham-o belo?

Não me interessa se o que escrevo é belo...
Não me seduz muito eufemismo...
Nunca me seduziu!

Seduz-me sim alguém que compreenda,
Que saiba distinguir onde está o meu lado
Que fala ali... naquele monte de tinta...

Até que um monte de tinta nem tem nada de belo...
Teria se eu fosse Picasso...
Se eu fosse um Van Gogh...
Mas sou um poeta...
Só me interessa o conteúdo
Ou quem o saiba desvendar...

Por isso vos peço...
Comentem... ou calem-se para sempre...

Bruno Torrão
25 Fev. 03

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Poema LXXXII - Tuas prendas

Joguei-as fora do telhado
Tuas prendas do ano passado...
Tuas declamações de amor,
Tuas letras de canções de dor...

Dizias que não me tinhas,
Dizias estar distante... a milhas
Juravas amor eterno...

E hoje enterro
Nas roseiras do meu quintal
As prendas que me deste no Natal...

E hoje enterro...
Sem piedade alguma enterro,
As prendas em pó que me deste
Das juras que um dia não fizeste...

Bruno Torrão
24 Fev. 03



Este foi a primeira composição poética onde apliquei a técnica de evolução em prol da criatividade à qual chamei Three Words Poetry, na qual consite em costruir um poema lógico a partir de três vocábulos sem co-ligação frásica.

Ainda me tentei recordar de quais foram as utilizadas neste poema, mas sem sucesso...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Poema LXXXI - A Missão

O que fazer quando já não se tem nada?
Quando já nem escrever se sabe?
O que fazer quando a porta fica fechada?
Quando já nem a própria chave a abre?

O que farei eu agora, que me perco em noites de pranto?
O que faço eu para evitar tal desmoronamento?

Tento pegar numa caneta entretanto...
Missão falhada... Ela por si só não escreverá nada.
Preciso de arranjar um tema...
Algo não muito elaborado... coisa pequena...

Mas nem assim chego à meta
Grande porra... mesmo... Grande merda!

Mais uma vez termino a noite esgotante
Com palavras como: “Amanhã talvez consiga...”
Apesar da resposta ser de certo negativa...
Sempre tento ir mais avante...

Bruno Torrão
13/11/02

sábado, 4 de outubro de 2008

Poema LXXX - Já fui... Não sei

Já fui dono de uma maravilha
Que pelo mundo não se expandiu...
Já estive preso numa ilha
Cujos horizontes nunca ninguém viu.

Já fui um grão de areia fina
No meio dum deserto de saudades...
Já fui lume de uma candeia
Cujo fogo vive eternidades.

Já fui poeta,
Senhor de oceanos de papel...
Que cruzava com uma caneta
Traços de dor e de fel.

Hoje sou um não sei.
Um frustrado não sei...
Não sei o que escrever,
Nada sei senão... o que não sei!

Bruno Torrão
02/09/15

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Poema LXXIX - Evita, Amor

Evita, amor, que eu morra hoje...
Evita... por mim, que me vá para sempre.
Aguardo-te... sentado, por pouco tempo,
Porque o tempo para me ir... nunca será longo.

“Quedate, que este tiempo es nuestro...”

Bruno Torrão
s.d.



Começa, assim, o meu Terceiro Livro (ao qual chamei de MAGNOTICO - Livro Primeiro). Sem data. Curto. Pouco trabalhado. Pedaços que até não são meus.

Segundo o meu site oficial "Nada é mais meu que o meu próprio nome (...) Magnotico é, para mim, como um nome (...) para, com ele, me identificar no mundo cibernético. (...) Tal como magnotico, a poesia identifica-me por completo..."

E ser o magnotico é isso mesmo. É aceitar, também, o que rodeia; até porque na poesia que escrevo é notório um suave egotismo, o facto de ter algo que não fui eu a existencializar, torna, talvez, estas frases mais compreensíveis. Penso eu...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Poema LXXVIII - Busca falhada

A noite passa lenta...
Vagarosa, que nem tímida.
O sono chega e intimida,
A musa que chega e não entra...

Corro num ápice para a porta!
Assustou-se a minha querida
E adorada... A noite é fodida!

Volto de novo para o meu quarto,
Triste, em prantos mil...
Sinto-me encurralado neste covil,
Sozinho, olhando o seu retrato.

Decido partir a parede, mesmo sem força...
Abro com esforço um buraco, uma janela,
Para poder ver a minha musa bela!

Mas reparo... Os meus olhos fecham...
Ao de leve, provocado pelo dia.
Agora, que o Sol irradia...

Bruno Torrão
01/12/12



Este foi o último poema do meu Segundo Livro (aqui, no blog, denominados por Oráculo) Letrodependência.
Parecia-me, assim atingir uma busca falhada...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Poema LXXVII - O dia do Exame II

Demora

Ainda falta um quarto d’hora
Para sair porta fora!
Para quê tanta demora
Se não faço cá mais nada?
Senão ver gente sentada
A fingir que pensa em nada...

Bem que aquela tá irritada
Por causa da tal mestrada
Não lhe ter dado a nota adequada.

“Vais ver se consegues agora?!
Só se ficares mais meia hora
Após o fim da prova...”

Pobre coitada sonhadora...
Vale-te mais pegar na demolidora
E destruir a parva da tua “stôra”,
Por não te ter dado prometedora
De que para o ano serias doutora...
... Continua a sonhar, e serás varredora!

Bruno Torrão
01/09/06



E eis que, em menos de 15 minutos após terminar a primeira composição, e já farto de fazer nada, surge, assim, a noção da demora, e dela, este poema!

Poema LXXVI - O dia do Exame I

‘Tá o exame terminado
... interminado ...
O enunciado
Já posto de lado
Dá-me a sensação de encurralado...
Entre o vazio e o nada
... quase nada ...
será essa a nota dada
por uma possível mestrada
hoje em dia frustrada
por leccionar numa secundaria.
Queria ela ser universitária
... ou secretária ...
de uma empresa dubitária.
Mas pobre velha coitada,
Corrige-me o exame e fica calada.

Bruno Torrão
01/09/06



Ensino secundário. Chega a época de exames. História.
O facto de ter chumbado no 10º e 11º a esta disciplina, fez com que no exame nacional tivesse de ter tirado 11 valores, no mínimo. Graças a tal, e por nunca ter estudado vez alguma na vida, este exame criou-me as perfeitas expectativas de sucesso, mas, no entanto, viradas ao contrário.
Deste modo, aquando do dia do exame, em vez de ter gasto os 120 minutos a responder às questões, limitei-me a fazê-lo em cerca de metade, tomando o resto a elaborar este e outro poema!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Poema LXXV - Estrela Guia

E o caminho que agora faço
Se desfaz por cada passo
Que dou a mais, neste deserto,
Por lágrimas e mágoas coberto,

Sob um céu cinzento entristecido.
Sou um mago da noite desconhecido,
Que vagueia pelas brumas reluzentes,
E que pinto numa tela cores quentes,

Ao qual dou o nome de Estrela Guia!
E algo então me transpõe alegria
Para a minha alma de noite preenchida.
E a cada pincelada de tinta escorrida

Que no futuro acalmará meu desespero,
E aquilo que hoje tanto venero,
Se seguir a minha Estrela tão querida,
Fará de real o que de irreal preenche a minha vida!

Bruno Torrão
01/07/13



Este poema surgiu de um quadro que pintei, ao qual havia chamado "Estrela Guia", aquando dumas actividade de valorização pessoal e inter-pessoal.
Talvez assim se sirva de explicação...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Poema LXXIV - Expiração

Que seja esta mais uma noite
Em que as letras não se conjuguem
Pela falta de inspiração...

E por cada letra solta,
Que à solta andem pela rua
Escrevam em minha mente
O que fica marcado no chão...

Porque os ares que agora condenam
A prender os que não sabem voar
Mantenham-nos presos em terra
Mas livres de voar pela imaginação...

E que pela jornada que então fizeram,
Ao final chegarão felizes
Por ser uma noite de expiração...

Bruno Torrão
01/05/28