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Este blog nunca se irá encontrar escrito ao abrigo do (des)Acordo Ortográfico de 1990!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Poema XCIX - Alverca, cidade minha

Sou teu filho em corpo e alma,
Cidade dona do meu ser.
Em cada vida espalhas calma,
De quem vive por te querer.

Estarás sempre em cada verso
Que a minha caneta escrever,
Mesmo que sendo controverso
Sei que estás no meu viver.

Alverca, cidade, és minha vida
Possuo em ti todo o saber.
Alverca na noite esquecida,
Vem junto de mim te aquecer.
Alverca sonha comigo imenso
Um sonho fácil de buscar.
Alverca de calor intenso,
És a minha essência, és o meu lutar.

Bruno Torrão
16 Fev. '04

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Poema XCVIII - Senhora Altiva

Quem te viu nascer mourisca
Não te sonhava altiva,
E cá quem passa lava a vista
Com teus olhares de diva.

Tão depressa que te fogem
Para além da quarta légua.
Mas no regresso te acolhem,
Senhora de esquadro e régua!

Deitada ao longo do vale,
A braços com o Tejo,
Dona dum sonho real...
Antiga senhora do Ribatejo.

Calças de prata as águas
Que beijam teu vestido verde
Da Alfarrobeira das mágoas,
Criadas por D. Pedro...

Quiseste tu ser um dia,
Cinzenta cor de tristeza,
Mas em ti reina a alegria,
A vivacidade e a beleza.

Das ruínas que te criaram,
Controlavas a piedade.
Dos peregrinos que a cá marchavam,
Levavam sempre saudade!

Bruno Torrão
16 Fev. '04



Como já tinha referido, talvez por outras palavras, sou um tanto-quanto bairrista. Defendo Alverca como se não houvesse outro sítio! Como tal, era incrédulo que não tivesse ainda escrito nada sobre Alverca.
Pois foi então, na noite de 16 de Fevereiro de 2004 que, enquanto relia um trabalho para o curso sobre as potencialidades turísticas de Alverca, que me sairam dois poemas. Um em quadras, mais popular, o outro mais irregular e pessoal.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Poema XCVII - Indiferente

Comprei um livro de magia,
Aprendi a lançar mau-olhado.
Atei três cordas à tua fotografia,
Para te manter afastado.

Jurei por maior segredo
Nunca mais pensar em ti,
Ficarás num baú guardado,
Ao mar futuramente lançado,
Do qual as chaves eu perdi!

Hoje recordo-te com tristeza
Mas em força passo-te à frente.
Não quero mais saber da tua beleza!
Hoje, graças a ti, passas-me indiferente!

Bruno Torrão
18 Jan. '04

sábado, 3 de janeiro de 2009

Poema XCVI - Procura

A minha procura por ti é inesgotável
Issaciante... interminável
Pena que não possa ser só por momentos
E ter de a levar em grandes tormentos
Para a eternidade dentro de mim.

Bruno Torrão
s.d.



Este é um dos exemplos que referi no post anterior.
Poemas curtos, alguns deles sem serem sequer datados devido à intenção de os poder vir a terminar, embora saiba desde há muitos anos que, assim que largo um poema, não lhe volto a tocar.
Ficam assim, inacabados!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Poema XCV - Sem dormir

Sem dormir... seguras-me a mão.
Lugares estranhos correm-me na mente...
O amor estagna... eu sei que não,
Não! Não voltaremos novamente...

E eu tento soltar-me... Não consigo.
Não quero sequer...
O pensamento torna-se meu inimigo
Do qual não consegues desaparecer...

Bruno Torrão
21 Nov. '03



Nesta altura, recordo-me, muitos foram os poemas que acabei por não terminar. Muitos porque não queria, outros porque os achava demasiado curtos. Só depois me apercebi que não precisava disso!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Poema XCIV - Partida

Em Coimbra

A minha alma anda parva!
Toda ela se alaga em mágoas
E distorce a informação
Enviada para o corpo.

O meu ser anda doido!
Todo ele se deita em águas
Vermelhas oriundas do coração
Que não se endireita e bate torto

Num compasso desritmado
Ao som de uma balada.
Aconteça o que acontecer
Eu vou-te amar...

Até ao fim do tempo.
E um dia voarei, para o nada...
Sou infeliz... nada há a temer!
Basta partir para outro lugar...!

Bruno Torrão
03 Out. '03



E o filme desta altura era "Moulin Rouge"... Não se percebe?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Poema XCIII - Sem ti (meus dias)

Em Coimbra

Meus dias sem ti são tão obscuros
Tão compridos, tão cinzentos
São meus dias sem ti
Meus dias sem ti são tão absurdos
Tão ácidos, tão duros
São meus dias sem ti
Meus dias sem ti não têm noites
Se alguma aparece
É inútil dormir
Meus dias sem ti são um desterro
As horas não têm princípio nem fim
Meus dias sem ti são como um céu
Sem luares prateados
Nem rastos de Sol
Meus dias sem ti são como um eco
Que sempre repetem
A mesma canção...

Bruno Torrão
02 Out. '03



Coimbra. Em Coimbra já me fartei (pelo melhor sentido) de escrever. Rara é a vez que não regresse a Alverca sem mais um poema, um conto, uma escriturisse qualquer...
Coimbra tem, de facto, aquele encanto. Seria a única cidade (das que conheço, obviamente) que trocaria pela minha apaixonada Alverca. E quem me conhece sabe que não troco Alverca por nada... A não ser Coimbra.
Como tal, em Outubro de 2003 fugi para lá, como já havia feito em 99, também pela mesma altura. Fugia porque ainda não sabia se o havia de fazer. Fugia àquilo que qualquer jovem que acredita nas fortalezas do amor fugiria. O desabar de uma paixão constantemente a arder e a consumi-lo, mas que já lhe havia destruído os alicerces da razão!
Desde há alguns anos que Coimbra passou a ser o meu refúgio social. Para além de lá ter a minha irmã, cunhado e sobrinhos a viver (e mais um punhado de "amigos") lá consigo abstrair-me do mundo e concentrar-me em mim. Aprender-me, como sempre digo.
Hoje em dia, continuo a fugir para Coimbra sempre que a alma o pede e todo o resto das condições que me prendem ao Sul me soltem as amarras. As razões essenciais, essas, são sempre tão variadas como o pensamento.

Um bom ano.

Poema XCII - Sinto-te

Em Coimbra

Os dias passam vagarosos...
As noites parecem intermináveis...
Os pensamentos tornam-se repetitivos,
As lembranças insuportáveis.

O cigarro queima-se por si...
A minha visão cola-se algures...
Suspiros seguidos e incontroláveis,
Despertam-me a alma, e a minha memória.

A chuva cai forte no telheiro de zinco,
Acorda a vizinhança no terceiro sono.
O coração palpita bem forte
E desperta a saudade que sinto de ti.

A cabeça batuca repentinamente.
Os olhos enxaguam-se de salgadas lágrimas.
O grito não sai. Só choro em silêncio.
Deito-me no escuro do quarto em que durmo.

Dou voltas na cama.
Mordo o lençol.
Encharco a fronha...
E choro... choro.

Bruno Torrão
02 Out. '03



Um bom ano para quem anda por aí, a ler isto. Eu, vou passar o ano a trabalhar. Pode ser que as coisas mudem finalmente.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Poema XCI - A chuva lava

Em Caxarias

A chuva lava o rosto molhado...
Para trás deixei-te... amargurado
Parto para longe de ti...
E choro. Lamento. Morri!

Não mais ouvirás minha voz.
Apenas na tua memória viverá o nós
Que há um ano era um só.
Morri com dor. E tu sem dó.

Jamais me chamarás!
Jamais me ligarás...
O meu número mudou.
O passado o levou... o futuro apagou.

A sociedade apenas recordará
Alguém que já não está!
Para trás tudo deixei... amargurado.
A chuva lava-me agora... meu rosto molhado.

Bruno Torrão
30 Set. '03

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Poema XC - Não vou chorar

Agora vejo o que perdi
E rejeitei por te amar assim
E confesso que me esqueci
Tudo o que tu nunca foste para mim

Mas está na hora de acordar
E esquecer tudo o que passou
Desta vez não vou chorar
Como já fiz por quem não me amou

E agora sigo mais uma vez
O que o destino quis
E implorou
Pois tudo o que se fez
E não resultou
Não voltará mais

E agora sou livre outra vez
De seguir só por mim
E p’lo que sou
Já que às duas por três
A paz falhou
E não voltará mais

Bruno Torrão
16 Ago. '03



Escrito ao som de "Non voy llorar" da diva Mónica Naranjo