Esta noite eu chorei,
Mas não foi por triste me encontrar,
Foi na vida que eu pensei,
Na falta de sorte para amar.
Queria estar num sonho
Em que tudo é alegria,
Em que nada é medonho
E só de amor se viveria.
Quem me dera estar nesse Mundo
Onde o coração não fica ferido,
Onde pelo amor se vai ao fundo...
O Reino do Cupido!
Onde Afrodite está no olhar...
No beijo, uma certa arte.
Há um punhal que se levanta do Mar!
E que Vénus não o deixa matar-te.
Mas este sonho não me deixa dormir,
Tal como o amor não mo deixa sonhar.
Fica então um coração a ferir
Por ninguém o conseguir amar.
Bruno Torrão
99/10/11
E depois de tanto ano, esse mesmo sentimento...
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Poema XXV - Em que penso
Aqui estou novamente
A pensar no que escrever,
No interior do meu quarto quente,
Sobre o que me faz rir ou sofrer.
Agarro então no meu caderno
Onde irei desabafar,
Penso em escrever sobre o Inverno
Mas está muito calor para nele pensar.
Sonho então que é Verão,
Num dia de sol e de alegria,
Mas estou triste. Agora não!
Tento amanhã, durante o dia.
Penso agora na Primavera.
De seguida no Outono.
Mas no fundo, quem me dera,
Estar mortinho de sono.
Sem mais nada para escrever,
Decido então em me ir deitar.
Só desejo poder ver
Quem agora estou a amar!
Bruno Torrão
99/10/10
A pensar no que escrever,
No interior do meu quarto quente,
Sobre o que me faz rir ou sofrer.
Agarro então no meu caderno
Onde irei desabafar,
Penso em escrever sobre o Inverno
Mas está muito calor para nele pensar.
Sonho então que é Verão,
Num dia de sol e de alegria,
Mas estou triste. Agora não!
Tento amanhã, durante o dia.
Penso agora na Primavera.
De seguida no Outono.
Mas no fundo, quem me dera,
Estar mortinho de sono.
Sem mais nada para escrever,
Decido então em me ir deitar.
Só desejo poder ver
Quem agora estou a amar!
Bruno Torrão
99/10/10
Sobre o poema... nada digo.
Sobre a ausência... problemas atrás de problemas... Primeiro, uns "atrofios" com a ligação. Depois, um "atrofio" com o coração...
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Poema XXIV - Letras tímidas
Letras que me calam,
Que me suportam a timidez,
São versos que falam
Do que o poeta faz,
Do que o poeta fez.
Carregadas ao de leve
Como se nada soubessem,
Suaves como a neve,
Pesadas como a chuva,
Caindo das nuvens que d'alegria escurecem.
Letras que não falam,
Que se enchem de fantasia,
E da solidão se isolam
Nas linhas em que escrevo
A mais bela poesia.
Bruno Torrão
99/10/07
É este o poder pleno das palavras...
Que me suportam a timidez,
São versos que falam
Do que o poeta faz,
Do que o poeta fez.
Carregadas ao de leve
Como se nada soubessem,
Suaves como a neve,
Pesadas como a chuva,
Caindo das nuvens que d'alegria escurecem.
Letras que não falam,
Que se enchem de fantasia,
E da solidão se isolam
Nas linhas em que escrevo
A mais bela poesia.
Bruno Torrão
99/10/07
É este o poder pleno das palavras...
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Poema XXIII - Assim se passa em Timor
Acordem. Pede-se socorro
Para acabar com esta dor,
Com o medo, com o choro,
Que agora passa por Timor.
Liberdade, palavra linda,
Que em Timor não existe ainda.
Angústia, palavra feia,
Que agora corre em Timor
Tal como corre o sangue na veia.
É urgente parar quem fere,
Para que haja democracia, liberdade,
Aqui mando para o povo maubere,
O meu acto de solidariedade.
Bruno Torrão
99/09/09
Para acabar com esta dor,
Com o medo, com o choro,
Que agora passa por Timor.
Liberdade, palavra linda,
Que em Timor não existe ainda.
Angústia, palavra feia,
Que agora corre em Timor
Tal como corre o sangue na veia.
É urgente parar quem fere,
Para que haja democracia, liberdade,
Aqui mando para o povo maubere,
O meu acto de solidariedade.
Bruno Torrão
99/09/09
Este poema foi escrito para ser enviado para a RTP, no dia 10 de Setembro de 1999, para ingressar num "manifesto" para a Comunidade Internacional, organizado pela RTP, de modo a pressionar a mesma a fazer algo pelo actual estado de Timor Lorosae.
Recordam-se?
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Poema XXII - Quero-te ter aqui
Tu és
O meu melhor talismã,
A minha estrela da sorte.
Acordar contigo de manhã
Faz-me sentir mais forte.
Estar contigo a meu lado
É o melhor que pode acontecer,
Só te vejo a ti, meu sonho alado,
Quero-te amar até morrer.
Não sei o que por mim estás a sentir
Nem no que pensas em fazer,
Só sinto o amor a subir
Mas a solidão não quer ceder.
Fazes-me acordar tão cedo
Por seres só tu com quem consigo sonhar,
Por alimentares este meu medo,
De pensar que contigo não vou ficar.
Bruno Torrão
99/08/20
O meu melhor talismã,
A minha estrela da sorte.
Acordar contigo de manhã
Faz-me sentir mais forte.
Estar contigo a meu lado
É o melhor que pode acontecer,
Só te vejo a ti, meu sonho alado,
Quero-te amar até morrer.
Não sei o que por mim estás a sentir
Nem no que pensas em fazer,
Só sinto o amor a subir
Mas a solidão não quer ceder.
Fazes-me acordar tão cedo
Por seres só tu com quem consigo sonhar,
Por alimentares este meu medo,
De pensar que contigo não vou ficar.
Bruno Torrão
99/08/20
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Poema XXI - Duas faces
O que faz agitar o mar
Que está tão revoltado?
O que faz sonhar o sonho
Que só sabe sonhar acordado?
O que faz gritar o vento
Que não para de soprar?
O que acalma o que não aguento
Que não me deixa rebentar?
Sei que é aquilo que me guia
E que me mata quando estou perdido,
Que só existe de noite e de dia,
Que tem duas faces e um só sentido.
Que esconde na cara d'anjo o diabo
Ao brincar com o coração
E que dá por acabada
Esta boa sensação.
Eu pressinto-o num arrepio
Resplandecente de calor
Intensamente sentindo o frio,
Do sangue gelado do amor.
Bruno Torrão
99/08/18
Que está tão revoltado?
O que faz sonhar o sonho
Que só sabe sonhar acordado?
O que faz gritar o vento
Que não para de soprar?
O que acalma o que não aguento
Que não me deixa rebentar?
Sei que é aquilo que me guia
E que me mata quando estou perdido,
Que só existe de noite e de dia,
Que tem duas faces e um só sentido.
Que esconde na cara d'anjo o diabo
Ao brincar com o coração
E que dá por acabada
Esta boa sensação.
Eu pressinto-o num arrepio
Resplandecente de calor
Intensamente sentindo o frio,
Do sangue gelado do amor.
Bruno Torrão
99/08/18
Até acho piada (lá está o meu sentido humurista!) a estas pseudo-filosofias imberbes!
Só de julgar que me sentia quase que um génio literário... Sim, porque modéstia foi coisa que nunca consegui adquirir lol
Felizmente agora tenho a noção de que sou mais modesto... mas que continuo a ser um grande génio! :P
E ai de quem me venha baixar a auto-estima hoje!!
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Poema XX - Será?
Será que o amor
É a razão
Para que não haja calor
Durante o Verão?
Será que é o Inverno
Iluminado por um trovão?
Será como o caderno
Em que descarrego a solidão?
Será como o sangue que não vai ao coração,
Que para todo o lado me segue
Sem ter qualquer razão?
E que com um grande sorriso
Me pisa contra o chão,
Que se torna tão pesado
Cortando-me a respiração,
Que me faz chorar
Como um bebé chorão,
Que me faz viver
Com a tal obsessão
Que me faz morrer
Sem ter a arma na mão.
Bruno Torrão
99/08/03
Gostava muito de forçar as rimas... lol
Por acaso recordo-me bem de quando escrevi este poema. Estava deitado a ler qualquer coisa e, num momento, deu-me aquela "gana" de escrever qualquer coisa. Aliás, creio que até se nota que não foi uma coisa espontânea...
Seja como fôr, viriam dias melhores :P
É a razão
Para que não haja calor
Durante o Verão?
Será que é o Inverno
Iluminado por um trovão?
Será como o caderno
Em que descarrego a solidão?
Será como o sangue que não vai ao coração,
Que para todo o lado me segue
Sem ter qualquer razão?
E que com um grande sorriso
Me pisa contra o chão,
Que se torna tão pesado
Cortando-me a respiração,
Que me faz chorar
Como um bebé chorão,
Que me faz viver
Com a tal obsessão
Que me faz morrer
Sem ter a arma na mão.
Bruno Torrão
99/08/03
Gostava muito de forçar as rimas... lol
Por acaso recordo-me bem de quando escrevi este poema. Estava deitado a ler qualquer coisa e, num momento, deu-me aquela "gana" de escrever qualquer coisa. Aliás, creio que até se nota que não foi uma coisa espontânea...
Seja como fôr, viriam dias melhores :P
sábado, 3 de fevereiro de 2007
Poema XIX (parte 2) - Ventus et Luna
III
Foi então que a noite passou
Que de tanto sofrer, o coitado
Ainda estava acordado.
Na sua cara não se encontrava,
Nos seus olhos não se via,
Uma única gota de alegria.
Estava tão angustiado
Com o destino que Deus lhe deu,
Que a uma certa altura desapareceu.
Foi então que a noite chegou,
E a sua amada apareceu
Logo na noite em que ele morreu.
IV
Mas a história não acabou
Só por ela não o ver
Pois então decidiu também ela morrer.
Agora que ela se foi
E com ele já se encontrou,
O céu limpou, o sol brilhou.
E então voltou de novo
A alegria que antes viviam,
E até já não têm o medo que tinham.
E se de resto querem saber
Como terminou a história,
Basta que recorram à vossa memória.
Não me importo que não gostem
Por não estar original,
Mas na minha opinião, até nem ficou mal.
Bruno Torrão
99/08/02
Foi então que a noite passou
Que de tanto sofrer, o coitado
Ainda estava acordado.
Na sua cara não se encontrava,
Nos seus olhos não se via,
Uma única gota de alegria.
Estava tão angustiado
Com o destino que Deus lhe deu,
Que a uma certa altura desapareceu.
Foi então que a noite chegou,
E a sua amada apareceu
Logo na noite em que ele morreu.
IV
Mas a história não acabou
Só por ela não o ver
Pois então decidiu também ela morrer.
Agora que ela se foi
E com ele já se encontrou,
O céu limpou, o sol brilhou.
E então voltou de novo
A alegria que antes viviam,
E até já não têm o medo que tinham.
E se de resto querem saber
Como terminou a história,
Basta que recorram à vossa memória.
Não me importo que não gostem
Por não estar original,
Mas na minha opinião, até nem ficou mal.
Bruno Torrão
99/08/02
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Poema XIX - Ventus et Luna
I
Um dia o Vento levantou
E a mim me veio perguntar
Se alguém dele conseguiria gostar,
Eu disse-lhe que não sabia
Mas que comigo podia tentar,
E ele não fez mais nada, começou a chorar.
No seu choro consegui sentir
Algo que me fez arrepiar,
Dei-lhe alguma segurança para desabafar...
Foi tão forte o seu desabafo
Provocado por uma tal dor
E ele só disse assim: "Isto é amor".
II
Quando acordei no dia seguinte
Fui direito à janela,
E vejam quem fui encontrar, ele com ela.
Retratou-se a sua alegria
No dia que já estava tão belo,
O céu tão azul, o sol tão amarelo.
Veio então a nuvem negra
Que saltou do meio da rua
E se foi por entre ele e Lua.
O sol parou de brilhar,
O céu a escurecer,
E ele só conseguiu fazer chover.
Um dia o Vento levantou
E a mim me veio perguntar
Se alguém dele conseguiria gostar,
Eu disse-lhe que não sabia
Mas que comigo podia tentar,
E ele não fez mais nada, começou a chorar.
No seu choro consegui sentir
Algo que me fez arrepiar,
Dei-lhe alguma segurança para desabafar...
Foi tão forte o seu desabafo
Provocado por uma tal dor
E ele só disse assim: "Isto é amor".
II
Quando acordei no dia seguinte
Fui direito à janela,
E vejam quem fui encontrar, ele com ela.
Retratou-se a sua alegria
No dia que já estava tão belo,
O céu tão azul, o sol tão amarelo.
Veio então a nuvem negra
Que saltou do meio da rua
E se foi por entre ele e Lua.
O sol parou de brilhar,
O céu a escurecer,
E ele só conseguiu fazer chover.
Esta é a primeira das duas partes deste poema. Amanhã trago-vos o que resta. :-)
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Poema XVIII - O meu orgulho
Esta poesia que escrevo,
Que me torna tão orgulhoso,
Que me torna tão saudoso,
Que me torna tão feliz,
Que descreve tudo o que quero
Tudo o que quis!
Que caminha da alma
Um tanto nervosa,
Um tanto calma,
Mas que vem de lá do fundo,
Faz-me sentir o dono do Mundo,
O melhor de todos os poetas,
A mais difícil das entradas secretas,
A mais venenosa aranha,
A mais alta montanha;
Aquilo que toda a gente queria,
O ar que se respira no dia-a-dia...
Isto tudo vive cá dentro;
É a alegria com que rebento,
Que por mim se espalha como o vento.
Bruno Torrão
99/07/11
Que me torna tão orgulhoso,
Que me torna tão saudoso,
Que me torna tão feliz,
Que descreve tudo o que quero
Tudo o que quis!
Que caminha da alma
Um tanto nervosa,
Um tanto calma,
Mas que vem de lá do fundo,
Faz-me sentir o dono do Mundo,
O melhor de todos os poetas,
A mais difícil das entradas secretas,
A mais venenosa aranha,
A mais alta montanha;
Aquilo que toda a gente queria,
O ar que se respira no dia-a-dia...
Isto tudo vive cá dentro;
É a alegria com que rebento,
Que por mim se espalha como o vento.
Bruno Torrão
99/07/11
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