E a guerra aqui tão perto!
E o fim aqui tão perto...
Acordo de manhã... desperto
O Durão armou-se em esperto!
Pensa ele que fica famoso
Por aliar-se ao mete nojo
Do Bush amaricado
E do Blair, seu atrelado!
E a Guerra aqui tão perto!
Porque o Bush desmamado
Quer o Iraque desarmado
E Portugal como aliado
Só ficará prejudicado!
[O Povo] Vai ver a gasóleo aumentado
Mais que 4 por litrada!
E o povo fica a leste
Lá prós lados do Iraque
Quem garante que um ataque
Não nos cai em cima?
Ou uma daquelas bombas
Que alteram o próprio clima
Apesar de serem só um teste?
Bruno Torrão
21 Mar. '03
Havia sido assinado na véspera o (quiçá) mais dubitário tratado de sempre. Duraão Barroso, Aznar, Blair e Bush, reuniam-se nas Lajes do Açores para formalizar a conquista bélica do Iraque. A contestação mundial foi emergente! E a minha também, uma das formas de a fazer valer foi exactamente esta!
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
Poema LXXXVII - Olha o destino
Olha para trás amor...
Vê como o destino te trepassou.
Repara como as cinzas fazem do calor
Parecer gelo que não quer ceder
Ao olhar gélido dum Deus que não sou.
Olha para nós amor...
Analisa cada passo, todos os dias...
Interioriza... memoriza o furor
Com que rapidamente nos amámos...
E hoje... amor, renasce o que querias...
Ou imaginaste...
Olha para o futuro... paixão.
Vês o que criaste?
Não culpes o teu nascer pelo que vives
Porque só ele faz viver meu coração.
Bruno Torrão
17 Mar. '03
Vê como o destino te trepassou.
Repara como as cinzas fazem do calor
Parecer gelo que não quer ceder
Ao olhar gélido dum Deus que não sou.
Olha para nós amor...
Analisa cada passo, todos os dias...
Interioriza... memoriza o furor
Com que rapidamente nos amámos...
E hoje... amor, renasce o que querias...
Ou imaginaste...
Olha para o futuro... paixão.
Vês o que criaste?
Não culpes o teu nascer pelo que vives
Porque só ele faz viver meu coração.
Bruno Torrão
17 Mar. '03
sábado, 20 de dezembro de 2008
Poema LXXXVI - E se o sol se pusesse hoje?
E se o sol se pusesse hoje?
E se a noite ficasse para sempre escura
Como um túnel sem fundo, e ao longe
Não houvesse luz, nem lua, nem verdura,
Que fizesse lembrar a vida
Que eu não vivi?
Uma vida de cores feita
Que pintava máscaras de papel
Lançadas à água... E cada uma desfeita...
Dissolvendo nas águas sabor a fel...
Tristeza dissolvida
Numa água que bebi...
E o sol hoje se pôs... definitivamente.
Nunca morrer tão cedo fez bem
A quem quer que fosse... e repentinamente
A vida levou-se mais além
Fechando as fronteiras,
Andando para trás.
Bruno Torrão
16 Mar. '03
E se a noite ficasse para sempre escura
Como um túnel sem fundo, e ao longe
Não houvesse luz, nem lua, nem verdura,
Que fizesse lembrar a vida
Que eu não vivi?
Uma vida de cores feita
Que pintava máscaras de papel
Lançadas à água... E cada uma desfeita...
Dissolvendo nas águas sabor a fel...
Tristeza dissolvida
Numa água que bebi...
E o sol hoje se pôs... definitivamente.
Nunca morrer tão cedo fez bem
A quem quer que fosse... e repentinamente
A vida levou-se mais além
Fechando as fronteiras,
Andando para trás.
Bruno Torrão
16 Mar. '03
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Poema LXXXV - Sem título
@ wireless
A noite cai repentina...Por fora das janelas ouvem-se gritos.
Mochos... sábias aves de rapina
Saboreiam doces moranguitos
Alcoólicos bailam como uma cortina
Levada na paz do vento.
A noite, o sossego, a neblina
Rompidas pela alegria das divas,
Rasteja, obediente,
Perante a euforia das ditas.
O sol nasce, timidamente,
E manda todas para a camita!
Bruno Torrão
03 Mar. '04
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Poema LXXXIV - Chamo-te
Ouves-me chamar-te?
Diz-me que sim...
Preciso de saber que me ouves nestas noites
Em que somente os lençóis me acariciam...
Em que a lua se esconde
Em nuvens nunca antes por ela conhecidas
Apenas para evitar responder-me...
E sabes?
Tenho medo...
Tenho medo da resposta da lua...
Tenho medo que os lençóis
Não mais me envolvam...
Ou que sejam para sempre eles,
E apenas eles os meus afectos...
Sabes?
Tenho medo que não me oiças...
Tenho muito medo que a minha voz
A ti não chegue...
Mas sabes?
Todas as noites eu chamo por ti...
Todas a tardes eu chamo por ti...
E continuo a chamar
Até saber afinal
Se me ouves chamar-te...
Ouves-me chamar-te?
Bruno Torrão
25 Fev. 03
Diz-me que sim...
Preciso de saber que me ouves nestas noites
Em que somente os lençóis me acariciam...
Em que a lua se esconde
Em nuvens nunca antes por ela conhecidas
Apenas para evitar responder-me...
E sabes?
Tenho medo...
Tenho medo da resposta da lua...
Tenho medo que os lençóis
Não mais me envolvam...
Ou que sejam para sempre eles,
E apenas eles os meus afectos...
Sabes?
Tenho medo que não me oiças...
Tenho muito medo que a minha voz
A ti não chegue...
Mas sabes?
Todas as noites eu chamo por ti...
Todas a tardes eu chamo por ti...
E continuo a chamar
Até saber afinal
Se me ouves chamar-te...
Ouves-me chamar-te?
Bruno Torrão
25 Fev. 03
Poema LXXXIII - Acham-o belo?
Não me interessa se o que escrevo é belo...
Não me seduz muito eufemismo...
Nunca me seduziu!
Seduz-me sim alguém que compreenda,
Que saiba distinguir onde está o meu lado
Que fala ali... naquele monte de tinta...
Até que um monte de tinta nem tem nada de belo...
Teria se eu fosse Picasso...
Se eu fosse um Van Gogh...
Mas sou um poeta...
Só me interessa o conteúdo
Ou quem o saiba desvendar...
Por isso vos peço...
Comentem... ou calem-se para sempre...
Bruno Torrão
25 Fev. 03
Não me seduz muito eufemismo...
Nunca me seduziu!
Seduz-me sim alguém que compreenda,
Que saiba distinguir onde está o meu lado
Que fala ali... naquele monte de tinta...
Até que um monte de tinta nem tem nada de belo...
Teria se eu fosse Picasso...
Se eu fosse um Van Gogh...
Mas sou um poeta...
Só me interessa o conteúdo
Ou quem o saiba desvendar...
Por isso vos peço...
Comentem... ou calem-se para sempre...
Bruno Torrão
25 Fev. 03
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Poema LXXXII - Tuas prendas
Joguei-as fora do telhado
Tuas prendas do ano passado...
Tuas declamações de amor,
Tuas letras de canções de dor...
Dizias que não me tinhas,
Dizias estar distante... a milhas
Juravas amor eterno...
E hoje enterro
Nas roseiras do meu quintal
As prendas que me deste no Natal...
E hoje enterro...
Sem piedade alguma enterro,
As prendas em pó que me deste
Das juras que um dia não fizeste...
Bruno Torrão
24 Fev. 03
Este foi a primeira composição poética onde apliquei a técnica de evolução em prol da criatividade à qual chamei Three Words Poetry, na qual consite em costruir um poema lógico a partir de três vocábulos sem co-ligação frásica.
Ainda me tentei recordar de quais foram as utilizadas neste poema, mas sem sucesso...
Tuas prendas do ano passado...
Tuas declamações de amor,
Tuas letras de canções de dor...
Dizias que não me tinhas,
Dizias estar distante... a milhas
Juravas amor eterno...
E hoje enterro
Nas roseiras do meu quintal
As prendas que me deste no Natal...
E hoje enterro...
Sem piedade alguma enterro,
As prendas em pó que me deste
Das juras que um dia não fizeste...
Bruno Torrão
24 Fev. 03
Este foi a primeira composição poética onde apliquei a técnica de evolução em prol da criatividade à qual chamei Three Words Poetry, na qual consite em costruir um poema lógico a partir de três vocábulos sem co-ligação frásica.
Ainda me tentei recordar de quais foram as utilizadas neste poema, mas sem sucesso...
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Poema LXXXI - A Missão
O que fazer quando já não se tem nada?
Quando já nem escrever se sabe?
O que fazer quando a porta fica fechada?
Quando já nem a própria chave a abre?
O que farei eu agora, que me perco em noites de pranto?
O que faço eu para evitar tal desmoronamento?
Tento pegar numa caneta entretanto...
Missão falhada... Ela por si só não escreverá nada.
Preciso de arranjar um tema...
Algo não muito elaborado... coisa pequena...
Mas nem assim chego à meta
Grande porra... mesmo... Grande merda!
Mais uma vez termino a noite esgotante
Com palavras como: “Amanhã talvez consiga...”
Apesar da resposta ser de certo negativa...
Sempre tento ir mais avante...
Bruno Torrão
13/11/02
Quando já nem escrever se sabe?
O que fazer quando a porta fica fechada?
Quando já nem a própria chave a abre?
O que farei eu agora, que me perco em noites de pranto?
O que faço eu para evitar tal desmoronamento?
Tento pegar numa caneta entretanto...
Missão falhada... Ela por si só não escreverá nada.
Preciso de arranjar um tema...
Algo não muito elaborado... coisa pequena...
Mas nem assim chego à meta
Grande porra... mesmo... Grande merda!
Mais uma vez termino a noite esgotante
Com palavras como: “Amanhã talvez consiga...”
Apesar da resposta ser de certo negativa...
Sempre tento ir mais avante...
Bruno Torrão
13/11/02
sábado, 4 de outubro de 2008
Poema LXXX - Já fui... Não sei
Já fui dono de uma maravilha
Que pelo mundo não se expandiu...
Já estive preso numa ilha
Cujos horizontes nunca ninguém viu.
Já fui um grão de areia fina
No meio dum deserto de saudades...
Já fui lume de uma candeia
Cujo fogo vive eternidades.
Já fui poeta,
Senhor de oceanos de papel...
Que cruzava com uma caneta
Traços de dor e de fel.
Hoje sou um não sei.
Um frustrado não sei...
Não sei o que escrever,
Nada sei senão... o que não sei!
Bruno Torrão
02/09/15
Que pelo mundo não se expandiu...
Já estive preso numa ilha
Cujos horizontes nunca ninguém viu.
Já fui um grão de areia fina
No meio dum deserto de saudades...
Já fui lume de uma candeia
Cujo fogo vive eternidades.
Já fui poeta,
Senhor de oceanos de papel...
Que cruzava com uma caneta
Traços de dor e de fel.
Hoje sou um não sei.
Um frustrado não sei...
Não sei o que escrever,
Nada sei senão... o que não sei!
Bruno Torrão
02/09/15
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Poema LXXIX - Evita, Amor
Evita, amor, que eu morra hoje...
Evita... por mim, que me vá para sempre.
Aguardo-te... sentado, por pouco tempo,
Porque o tempo para me ir... nunca será longo.
“Quedate, que este tiempo es nuestro...”
Bruno Torrão
s.d.
Evita... por mim, que me vá para sempre.
Aguardo-te... sentado, por pouco tempo,
Porque o tempo para me ir... nunca será longo.
“Quedate, que este tiempo es nuestro...”
Bruno Torrão
s.d.
Começa, assim, o meu Terceiro Livro (ao qual chamei de MAGNOTICO - Livro Primeiro). Sem data. Curto. Pouco trabalhado. Pedaços que até não são meus.
Segundo o meu site oficial "Nada é mais meu que o meu próprio nome (...) Magnotico é, para mim, como um nome (...) para, com ele, me identificar no mundo cibernético. (...) Tal como magnotico, a poesia identifica-me por completo..."
E ser o magnotico é isso mesmo. É aceitar, também, o que rodeia; até porque na poesia que escrevo é notório um suave egotismo, o facto de ter algo que não fui eu a existencializar, torna, talvez, estas frases mais compreensíveis. Penso eu...
Segundo o meu site oficial "Nada é mais meu que o meu próprio nome (...) Magnotico é, para mim, como um nome (...) para, com ele, me identificar no mundo cibernético. (...) Tal como magnotico, a poesia identifica-me por completo..."
E ser o magnotico é isso mesmo. É aceitar, também, o que rodeia; até porque na poesia que escrevo é notório um suave egotismo, o facto de ter algo que não fui eu a existencializar, torna, talvez, estas frases mais compreensíveis. Penso eu...
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