Trazia toda a luz em mim
Ganha da vida alegre que já tive.
Hoje trago lágrimas sem fim
Que cobrem meu corpo em declive.
Tudo o que guardei com certo carinho,
Estão agora, meu corpo, meu ser, minha alma,
Trincados violentamente por mim, sozinho,
Por cada canto que esquecia a calma,
Largando fogo de candeias ardentes
Em cada perna, em cada mão,
Nos meus cabelos, olhos... até aos dentes...
Para ver se matava a solidão.
Bruno Torrão
18 Jun.' 04
quarta-feira, 22 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
Poema CXI - Sem falar
Vê bem o mal que me faz
Passares por mim sem me falar,
É tanto que até me satisfaz
Ver-te cair na merda que acabaste de cagar!
Bruno Torrão
s.d.
Passares por mim sem me falar,
É tanto que até me satisfaz
Ver-te cair na merda que acabaste de cagar!
Bruno Torrão
s.d.
Ao que leva a raiva...
Não tecerei mais comentários acerca deste poema :P
... a não ser lançar uma propablidade da data em que o escrevi. Por volta de 14 a 17 de Junho de 2004.
Não tecerei mais comentários acerca deste poema :P
... a não ser lançar uma propablidade da data em que o escrevi. Por volta de 14 a 17 de Junho de 2004.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Poema CX - Andei Perdido
Andei perdido em teu nome,
Por ruas de escuro amargo,
Onde tudo o que luz some
Por janelas que em mim trago.
Andei caminhando em teu corpo,
Como quem caminha pelo deserto,
Andando por um caminho torto
De destino completamente incerto.
Andei rastejando teu chão,
Guardando as terras que pisavas.
Guardo-as hoje no fundo do caixão
Para que sejam devoradas por larvas.
Porque andei cego toda essa era,
Hoje a luz das ruas me ofusca.
E das areias que em minha posse tivera
Hoje as lanço num’outra busca.
Bruno Torrão
13 Jun.‘04
Por ruas de escuro amargo,
Onde tudo o que luz some
Por janelas que em mim trago.
Andei caminhando em teu corpo,
Como quem caminha pelo deserto,
Andando por um caminho torto
De destino completamente incerto.
Andei rastejando teu chão,
Guardando as terras que pisavas.
Guardo-as hoje no fundo do caixão
Para que sejam devoradas por larvas.
Porque andei cego toda essa era,
Hoje a luz das ruas me ofusca.
E das areias que em minha posse tivera
Hoje as lanço num’outra busca.
Bruno Torrão
13 Jun.‘04
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Poema CVIX - Demente
O maço esvazia-se...
A ânsia aumenta!
A vida não se encruzilha
E por uma noite atormenta.
O isqueiro não acende...
Os fósforos estão molhados!
As lágrimas, essas de repente,
Caem por entre poros espalhados
Ao longo de uma face,
Não triste, mas transtornada,
Da vida que leva pela frente.
Pobre cara... triste face.
Não vive a vida. Não vive nada!
Apenas uma morte demente!
Bruno Torrão
01 Jun.'04
A ânsia aumenta!
A vida não se encruzilha
E por uma noite atormenta.
O isqueiro não acende...
Os fósforos estão molhados!
As lágrimas, essas de repente,
Caem por entre poros espalhados
Ao longo de uma face,
Não triste, mas transtornada,
Da vida que leva pela frente.
Pobre cara... triste face.
Não vive a vida. Não vive nada!
Apenas uma morte demente!
Bruno Torrão
01 Jun.'04
segunda-feira, 30 de março de 2009
Poema CVIII - Quadra à Mãe
Se dedicar um poema à minha mãe
Não será coisa simples nem feia.
Obrigatoriamente será, tal obra também,
Tida como nome de epopeia.
Bruno Torrão
29 Mai.'04
Não será coisa simples nem feia.
Obrigatoriamente será, tal obra também,
Tida como nome de epopeia.
Bruno Torrão
29 Mai.'04
segunda-feira, 23 de março de 2009
Poema CVII - Longe de ti
Longe de ti é o meu lugar.
Longe da dor, nascente de traição,
Um universo de ilusão.
A dançar, a dançar
Em qualquer lugar.
A sorrir, a cantar,
Dar sem receber.
Começar, acabar,
Delirar, chorar,
Dançar, sempre a flutuar.
Vou partir, vou sair
Para o meu lugar,
P’ra sorrir e viver
Sempre a dançar.
Corpos nus
A brindar aos céus.
Dançar, sempre a flutuar!
Longe de ti é o meu lugar.
Longe da dor, nascente de traição,
Um universo de ilusão.
A dançar, a dançar
À luz do luar.
Sem saber o porquê
Do que não se vê,
Que me traz o viver
Do intimo ser,
Viver! Sempre a dançar!
Quero rir sem parar
Só no meu lugar,
Viver em bom tom
Só com o que é meu.
Onde tudo é paixão,
Alucinação,
E dançar, sempre a flutuar!
Bruno Torrão
25 Mai.'04
Esta seria, supostamente uma letra para musicar. Até hoje continua apenas na suposição. Ficará sempre?
E ante-ontem foi dia Mundial da Poesia! Como a minha inspiração anda fraca (para não dizer NULA!) a celebração ficou-se pelo calendário, apenas. Obviamente que deixei uma marca na agenda!
Longe da dor, nascente de traição,
Um universo de ilusão.
A dançar, a dançar
Em qualquer lugar.
A sorrir, a cantar,
Dar sem receber.
Começar, acabar,
Delirar, chorar,
Dançar, sempre a flutuar.
Vou partir, vou sair
Para o meu lugar,
P’ra sorrir e viver
Sempre a dançar.
Corpos nus
A brindar aos céus.
Dançar, sempre a flutuar!
Longe de ti é o meu lugar.
Longe da dor, nascente de traição,
Um universo de ilusão.
A dançar, a dançar
À luz do luar.
Sem saber o porquê
Do que não se vê,
Que me traz o viver
Do intimo ser,
Viver! Sempre a dançar!
Quero rir sem parar
Só no meu lugar,
Viver em bom tom
Só com o que é meu.
Onde tudo é paixão,
Alucinação,
E dançar, sempre a flutuar!
Bruno Torrão
25 Mai.'04
Esta seria, supostamente uma letra para musicar. Até hoje continua apenas na suposição. Ficará sempre?
E ante-ontem foi dia Mundial da Poesia! Como a minha inspiração anda fraca (para não dizer NULA!) a celebração ficou-se pelo calendário, apenas. Obviamente que deixei uma marca na agenda!
terça-feira, 17 de março de 2009
Poema CVI - Anoitece
A Eva Redondo
Anoitece...
Deixa anoitecer devagar!
Que quanto menos tempo tiver a noite
Menos tempo tenho para me amargurar...
Anoiteceu...
Foi tão impetuoso o escurecer
Que a imensidão do escuro
Me deixou enlouquecer...
Enlouqueci!
Agora que a noite chegou
E a loucura atracou
Nada posso fazer senão amanhecer.
Não amanhece... não acordo.
Quem me diz se ainda estou louco?
Amanhece... não acordei...
Talvez tenha morrido um pouco.
Bruno Torrão
20 Mai.'04
Não! A Evinha não andava com ideias suicidas!
Este poema foi-lhe dedicado por uma simples razão. É um dos poemas onde usei a técnica a que apelidei de "Three Words Poetry" onde construo um poema a partir de três palavras soltas e, neste caso, dadas pela minha ex-formadora de Português, Eva Redondo, de quem, inclusivamente, tenho um montão de saudades... :)
Este poema foi-lhe dedicado por uma simples razão. É um dos poemas onde usei a técnica a que apelidei de "Three Words Poetry" onde construo um poema a partir de três palavras soltas e, neste caso, dadas pela minha ex-formadora de Português, Eva Redondo, de quem, inclusivamente, tenho um montão de saudades... :)
segunda-feira, 9 de março de 2009
Poema CV - Caracóis
Para Cláudia Gonçalves
Andei comendo caracóis!
Que bom gosto que eu tenho.
Estavam tão bons os caracóis
Que agora não saio da casa de banho!
Apanhei caganeira tal
Que já parti a sanita!
Vejam bem como estou mal...
Logo uma moça tão bonita!
Agora só me faço peidar
Com cheirinho a orégão.
Mas que mal me veio atacar...
Grande foda pr’ó cagalhão!
Bruno Torrão
18 Mai.'04
Um poema que nada tem a ver com nada. Estava apenas presente numa qualquer aula quando soubémos todos o que tinha feito a Cláudia ir tanta vez à casa de banho nesse dia!
Tinham sido, de facto, os caracóis!
E assim se fez, do nada, um poema de nada a ver com nada!
Tinham sido, de facto, os caracóis!
E assim se fez, do nada, um poema de nada a ver com nada!
terça-feira, 3 de março de 2009
Poema CIV - Dois mundos
Porque toda a gente me ama
À noite sinto a solidão chegar.
Porque toda a gente me deseja,
À noite as lágrimas me acompanham
Talvez por não saber viver acompanhado
E porque a história me colocou no centro...
Ontem não tinha ninguém e era feliz...
Hoje comando o mundo e não o desejo.
Irónico...
Porque ninguém me chama
Para poder alguma vez amar...
Porque tudo o que sobeja
Tem de ser sempre quem odiaram...
Porque como já fui odiado
Hoje não paro de chorar...
E sobrevivo agora pelo “triz”
Aguardando o triz por um beijo.
Bruno Torrão
12 Maio 04
À noite sinto a solidão chegar.
Porque toda a gente me deseja,
À noite as lágrimas me acompanham
Talvez por não saber viver acompanhado
E porque a história me colocou no centro...
Ontem não tinha ninguém e era feliz...
Hoje comando o mundo e não o desejo.
Irónico...
Porque ninguém me chama
Para poder alguma vez amar...
Porque tudo o que sobeja
Tem de ser sempre quem odiaram...
Porque como já fui odiado
Hoje não paro de chorar...
E sobrevivo agora pelo “triz”
Aguardando o triz por um beijo.
Bruno Torrão
12 Maio 04
segunda-feira, 2 de março de 2009
Poema CIII - Um filme
Içaste a âncora que me prendia ao teu mar
Levantaste voo em direcção a outros céus.
Hoje rogo para que possas voltar
E voltar a adormecer em terrenos meus...
Levaste o sonho que sonhámos,
Cortámos a corda que nos uniu...
Hoje choro lágrimas que secámos
Mutuamente, num filme que a gente viu...
Bruno Torrão
s.d.
Levantaste voo em direcção a outros céus.
Hoje rogo para que possas voltar
E voltar a adormecer em terrenos meus...
Levaste o sonho que sonhámos,
Cortámos a corda que nos uniu...
Hoje choro lágrimas que secámos
Mutuamente, num filme que a gente viu...
Bruno Torrão
s.d.
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