Se eu lançasse um dia, ao mundo, meu chorar
E num segundo seguinte me esfumasse,
Dava tudo para ver, dum mundo que me tapasse
Do resto, o quanto por mim ouvia gritar.
Certo que pouco. Certo que nada.
Certo me mataria mais ainda, desgostado,
Ao saber que no mundo que tudo fiz, enganado,
O que deixei foi o vazio e a obra malfadada.
Prefiro, então, manter-me calado. Iludido...
Não choro. Não grito. Não fujo...
Permaneço neste mundo imenso e sujo,
Onde o meu mal a todos passa despercebido.
Prefiro ser louco e por todos aclamado,
Fingir o meu sorriso aos que o desejam.
Mas é quando fico só, num sítio que não me vejam,
Que a solidão me aparta e me mima o fado.
Bruno Torrão
23 Dez.'04
domingo, 14 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Estrelas Sugestivas V
Uma vez mais, venho aqui apresentar-vos um álbum que, para além de ser uma sugestão cultural, acaba por ser um modo de vos transmitir o quanto a música que ouço me influencia.
Como sempre tenho transmitido, aqui colocarei álbuns que de um qualquer modo me influenciaram ou me ajudaram a ter "aquele clique" para soltar a inspiração.
E assim é, desta vez venho dar-vos a conhecer o último trabalho de Pedro Moutinho (irmão de Camané e Hélder Moutinho - dois nomes já conhecidos no panorama do fado) também, tal como os irmãos, em muito bons caminhos nas estradas da canção da saudade!
Falo-vos, então, do álbum Um copo de sol, homónimo do primeiro tema do disco e também primeiro single, escrito e composto por Amélia Muge (que para quem não tem muita noção sobre música portuguesa, é uma das grandes senhoras da nossa cultura!) e, a meu ver, um tema fantástico!
Para além da contribuição de Amélia Muge, este álbum conta com inúmeros nomes reconhecidos do público. Falemos, assim, de Aldina Duarte, Rodrigo Leão, Tiago Bettencourt, Manuela de Freitas.
Todo o álbum está muito bem trabalhado. Uma interpretação fantástica de temas soberbamente bem feitos - quer poeticamente, quer musicalmente - assim como todo o "pacote" envolvente. Como reza a tradição, e sendo este um trabalho de fado ainda um pouco tradicional - no qual poderemos verificar na composição de vários temas, são utilizadas composições de fados tradicionais como o Fado Rosita, Fado Oliveira ou o Fado Meia Noite - o booklet utiliza tonalidades sombrias e fuscas.
Para além do tema single, devo enunciar alguns dos meus predilectos, embora a tarefa não seja, de todo, fácil! Ainda assim, após as já inúmeras audições, deverei sublinhar as faixas 3 (Sem sentido), 6 (Primeira dança), e 7 (Vou-te levando em segredo).
E, como se vem tornando hábito, segue-se a contribuição do Youtube! :)
Como sempre tenho transmitido, aqui colocarei álbuns que de um qualquer modo me influenciaram ou me ajudaram a ter "aquele clique" para soltar a inspiração.
E assim é, desta vez venho dar-vos a conhecer o último trabalho de Pedro Moutinho (irmão de Camané e Hélder Moutinho - dois nomes já conhecidos no panorama do fado) também, tal como os irmãos, em muito bons caminhos nas estradas da canção da saudade!
Falo-vos, então, do álbum Um copo de sol, homónimo do primeiro tema do disco e também primeiro single, escrito e composto por Amélia Muge (que para quem não tem muita noção sobre música portuguesa, é uma das grandes senhoras da nossa cultura!) e, a meu ver, um tema fantástico!
Para além da contribuição de Amélia Muge, este álbum conta com inúmeros nomes reconhecidos do público. Falemos, assim, de Aldina Duarte, Rodrigo Leão, Tiago Bettencourt, Manuela de Freitas.
Todo o álbum está muito bem trabalhado. Uma interpretação fantástica de temas soberbamente bem feitos - quer poeticamente, quer musicalmente - assim como todo o "pacote" envolvente. Como reza a tradição, e sendo este um trabalho de fado ainda um pouco tradicional - no qual poderemos verificar na composição de vários temas, são utilizadas composições de fados tradicionais como o Fado Rosita, Fado Oliveira ou o Fado Meia Noite - o booklet utiliza tonalidades sombrias e fuscas.
Para além do tema single, devo enunciar alguns dos meus predilectos, embora a tarefa não seja, de todo, fácil! Ainda assim, após as já inúmeras audições, deverei sublinhar as faixas 3 (Sem sentido), 6 (Primeira dança), e 7 (Vou-te levando em segredo).
E, como se vem tornando hábito, segue-se a contribuição do Youtube! :)
Poema CXIX - Paixão
Devora-me o corpo, a mente,
A alma e o meu ser num todo.
Prende-me a um nada
Como quem nada sente,
Tal como prende lixo no lodo.
Arrasta-me com maior firmeza
Até aos confins do sentir...
E a minha vida é puxada
Com tamanha frieza
Até onde não quero ir.
Maltrata-me como ninguém
E molesta-me o coração...
Não sei, mas sinto,
Algo tão forte quanto paixão.
Não é amor, é solidão
Que trago dentro de mim.
É quem adoro, amo e venero.
É de quem não fujo nem minto!
É a quem devo, enfim,
A minha vida e morte. Espero!
Bruno Torrão
22 Dez. 04
A alma e o meu ser num todo.
Prende-me a um nada
Como quem nada sente,
Tal como prende lixo no lodo.
Arrasta-me com maior firmeza
Até aos confins do sentir...
E a minha vida é puxada
Com tamanha frieza
Até onde não quero ir.
Maltrata-me como ninguém
E molesta-me o coração...
Não sei, mas sinto,
Algo tão forte quanto paixão.
Não é amor, é solidão
Que trago dentro de mim.
É quem adoro, amo e venero.
É de quem não fujo nem minto!
É a quem devo, enfim,
A minha vida e morte. Espero!
Bruno Torrão
22 Dez. 04
domingo, 7 de junho de 2009
Poema CXVIII - Olhos Cegos
Trago os olhos molhados de ti,
Rasos de tristeza e de amargura.
Olhos cegos de choro, nunca os vi,
Tão cegos de angústia que tanto perdura.
Olhos cegos de lágrimas em solidão...
Gela-me o corpo! Nada vejo...
Desespero! Entro em ebulição!
Nada mais durou que um beijo
Furtivo, quiçá, relevante.
Durmo com ele noite adiante.
Durmo com ele junto ao coração...
Acordo morto. O teu já não existe!
Diz-me tu porque me iludiste,
E fechaste meus sonhos num imundo porão!?
Bruno Torrão
08 Dez.’04
Este é, de entre tão poucos, mais um dos meus "poema-maior". Escrito a escassos minutos que seguiram ao anterior! E é, além de tudo isso, um dos poemas predilectos da Vânia, da Sílvia, do Eduardo, pessoas em quem tanta confiança tenho na degustação de tudo quanto escrevo! :)
Rasos de tristeza e de amargura.
Olhos cegos de choro, nunca os vi,
Tão cegos de angústia que tanto perdura.
Olhos cegos de lágrimas em solidão...
Gela-me o corpo! Nada vejo...
Desespero! Entro em ebulição!
Nada mais durou que um beijo
Furtivo, quiçá, relevante.
Durmo com ele noite adiante.
Durmo com ele junto ao coração...
Acordo morto. O teu já não existe!
Diz-me tu porque me iludiste,
E fechaste meus sonhos num imundo porão!?
Bruno Torrão
08 Dez.’04
Este é, de entre tão poucos, mais um dos meus "poema-maior". Escrito a escassos minutos que seguiram ao anterior! E é, além de tudo isso, um dos poemas predilectos da Vânia, da Sílvia, do Eduardo, pessoas em quem tanta confiança tenho na degustação de tudo quanto escrevo! :)
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Poema CXVII - Gasto
Estou gasto. Simplesmente acabado.
Aguardo o anúncio com ansiedade,
De que tudo está, finalmente, terminado.
Não morro velho. Estou na flor da idade.
Mas estou gasto... Deus quanto estou fraco!
A sanidade mental vejo-a minguar
A cada dia que me olho de manhã.
Era jovem e vivo. Era a Primavera a cantar!
Estou morto e velho, já não sei, sequer, pensar!
Vivo agora pendurado numa infelicidade sã...
Murmúrios solto entre as neblinas,
Confidentes secretas que agora guardo,
Todas as noites, junto das cortinas,
Que me cerram a luz como um resguardo.
Porque agora, em mim, só as trevas trago,
E só elas manejo com todo fervor.
Estou morto, velho, doente e gasto.
De que me vale o sorriso sem calor
Que lanço ao espelho. Logo me afasto!
Que as almas que penam não têm rasto...
Bruno Torrão
08 Dez.'04
Aguardo o anúncio com ansiedade,
De que tudo está, finalmente, terminado.
Não morro velho. Estou na flor da idade.
Mas estou gasto... Deus quanto estou fraco!
A sanidade mental vejo-a minguar
A cada dia que me olho de manhã.
Era jovem e vivo. Era a Primavera a cantar!
Estou morto e velho, já não sei, sequer, pensar!
Vivo agora pendurado numa infelicidade sã...
Murmúrios solto entre as neblinas,
Confidentes secretas que agora guardo,
Todas as noites, junto das cortinas,
Que me cerram a luz como um resguardo.
Porque agora, em mim, só as trevas trago,
E só elas manejo com todo fervor.
Estou morto, velho, doente e gasto.
De que me vale o sorriso sem calor
Que lanço ao espelho. Logo me afasto!
Que as almas que penam não têm rasto...
Bruno Torrão
08 Dez.'04
Este é, sem dúvida, um dos meus "poemas-maior" - os que assim apelido de predilectos. Cheguei, em tempos já idos, sabê-lo de cor, e raro é o que saiba, senão mesmo nenhum, hoje em dia.
E hoje sinto-me ligeiramente assim. Por vezes chego a pensar que me sinto sempre assim! Gasto!
E hoje sinto-me ligeiramente assim. Por vezes chego a pensar que me sinto sempre assim! Gasto!
terça-feira, 2 de junho de 2009
Poema CXVI - Decresce-me
Quinze, catorze, treze
E as horas não param
Quem as guarda não deteve
E deixa-as assim, a cavalgar...
Doze, onze, dez, nove...
Os dias avançam sem atrito.
O calendário não se dissolve
Nem um pouco, nem um pouquito...
Oito, sete, seis, cinco, quatro
Os meses parecem corredores
Sem porta alguma, sem luz. Estou farto!
Os anos não retomam. Não voltam.
Três, dois, um, zero. ZERO. zero...
A vida foge de mim...
Eu não corro, mas quero...
Quero uma hora que seja, enfim.
Bruno Torrão
01 Dez.'04
E as horas não param
Quem as guarda não deteve
E deixa-as assim, a cavalgar...
Doze, onze, dez, nove...
Os dias avançam sem atrito.
O calendário não se dissolve
Nem um pouco, nem um pouquito...
Oito, sete, seis, cinco, quatro
Os meses parecem corredores
Sem porta alguma, sem luz. Estou farto!
Os anos não retomam. Não voltam.
Três, dois, um, zero. ZERO. zero...
A vida foge de mim...
Eu não corro, mas quero...
Quero uma hora que seja, enfim.
Bruno Torrão
01 Dez.'04
Mais algumas mudanças no meu modus scribendum e, uma vez mais, um poema com o qual nada me identifico! De facto a tentativa de fuga ao meu estilo habitual não tem sido muito frutífera.
O facto é, no entanto, que a tentativa de fuga à malograda rotina se manteve nesta minha compilação e, quiçá até, durante muito mais tempo para lá desse!
Quem sabe, até, não seja o facto de ter uma vida rotineira que me dá a verdadeira inspiração?
O facto é, no entanto, que a tentativa de fuga à malograda rotina se manteve nesta minha compilação e, quiçá até, durante muito mais tempo para lá desse!
Quem sabe, até, não seja o facto de ter uma vida rotineira que me dá a verdadeira inspiração?
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Poema CXV - Eloquência
Sou a água e o fogo num só.
Sou o céu e a terra em união.
Sou metade de tudo, e o seu composto,
Uso a honestidade e a presunção,
A fraqueza e a grandiosidade.
O princípio e a extremidade.
Tudo o que descrevo é o certo
E jamais o seu oposto.
Tu, eloquência, que tanto me elevas,
Tão bem me rebaixas, até às trevas,
Escuro mundo onde não habito.
Fujo com medo. Choro. Grito!
Parto para lugar incerto.
Não sou eu. Eu não existo!
A perfeição lançou-me fora daqui...
Longe do mundo que mal descobri.
Bruno Torrão
27 Nov.'04
Sou o céu e a terra em união.
Sou metade de tudo, e o seu composto,
Uso a honestidade e a presunção,
A fraqueza e a grandiosidade.
O princípio e a extremidade.
Tudo o que descrevo é o certo
E jamais o seu oposto.
Tu, eloquência, que tanto me elevas,
Tão bem me rebaixas, até às trevas,
Escuro mundo onde não habito.
Fujo com medo. Choro. Grito!
Parto para lugar incerto.
Não sou eu. Eu não existo!
A perfeição lançou-me fora daqui...
Longe do mundo que mal descobri.
Bruno Torrão
27 Nov.'04
terça-feira, 26 de maio de 2009
Poema CXIV - Herói
Passei hoje pelo Tempo, de perto,
Inerte à vida que corre de fora.
“Vai-te para longe! Não te armes em esperto!
Sei bem que me queres prender e levar embora.
Sabes que o Tempo tudo pressente!
Não sou um mero humano inconsciente!”
Receoso fugi para longe do malvado,
Irado com a deturpação que provoquei
No seu mundo desfalcado,
Onde é senhor único, dono absoluto e rei
Da destruição decadente e fria
Da raça humana. Pobre coitada que nele se refugia!
Todo o mundo para mim está aglomerado
Num qualquer sítio que não encontrei.
Passei o tempo sonhando acordado,
Julgando, estupidamente, que algum dia farei,
Tamanho acto heróico digno de soberania.
Mas o tempo devora a minha sabedoria,
E tudo o que vejo é nada, senão dispersão!
Somente me restam vultos e vozes tornadas eco,
Que bailam à minha volta de tanta animação
Olhando para mim, com cara de boneco,
Apático à vida... Morrendo lentamente,
Avançando no tempo, como quem nada sente.
Bruno Torrão
31 Out.'04
Inerte à vida que corre de fora.
“Vai-te para longe! Não te armes em esperto!
Sei bem que me queres prender e levar embora.
Sabes que o Tempo tudo pressente!
Não sou um mero humano inconsciente!”
Receoso fugi para longe do malvado,
Irado com a deturpação que provoquei
No seu mundo desfalcado,
Onde é senhor único, dono absoluto e rei
Da destruição decadente e fria
Da raça humana. Pobre coitada que nele se refugia!
Todo o mundo para mim está aglomerado
Num qualquer sítio que não encontrei.
Passei o tempo sonhando acordado,
Julgando, estupidamente, que algum dia farei,
Tamanho acto heróico digno de soberania.
Mas o tempo devora a minha sabedoria,
E tudo o que vejo é nada, senão dispersão!
Somente me restam vultos e vozes tornadas eco,
Que bailam à minha volta de tanta animação
Olhando para mim, com cara de boneco,
Apático à vida... Morrendo lentamente,
Avançando no tempo, como quem nada sente.
Bruno Torrão
31 Out.'04
sábado, 23 de maio de 2009
Poema CXIII - Sombra
Passo a rua vazia e escura
Vendo a vida andar torta,
E ao passar de cada porta
Adicionam-me amargura.
Percorro cada esquina...
Cada passeio piso pesado.
Evoco o passado. Afasto o passado.
Puta de vida que é sempre menina!
Adolescente. Inconsciente...
Futuro que pareces distante,
Só tu te aparentas constante
Numa vida que vive demente.
Só no escuro encontro o meio
Que procuro sempre sem fim.
Pintado no chão está, diante mim,
Em forma de amor, porém feio,
Um coração sinalizado,
Que à luz de um alto lampião,
A sombra projecta no alcatrão
Tudo o que tenho procurado.
Bruno Torrão
10 Out.'04

E foi esta mesma imagem que me deu inspiração a este poema.
Trata-se (ou possivelmente tratava-se) de um sinal de trânsito que se encontrava numa rua de Alverca, que dado o facto de estar vincado a meio, no chão, a sua sombra fazia assemelhar-me a um coração. :)
E ao passar de cada porta
Adicionam-me amargura.
Percorro cada esquina...
Cada passeio piso pesado.
Evoco o passado. Afasto o passado.
Puta de vida que é sempre menina!
Adolescente. Inconsciente...
Futuro que pareces distante,
Só tu te aparentas constante
Numa vida que vive demente.
Só no escuro encontro o meio
Que procuro sempre sem fim.
Pintado no chão está, diante mim,
Em forma de amor, porém feio,
Um coração sinalizado,
Que à luz de um alto lampião,
A sombra projecta no alcatrão
Tudo o que tenho procurado.
Bruno Torrão
10 Out.'04

E foi esta mesma imagem que me deu inspiração a este poema.
Trata-se (ou possivelmente tratava-se) de um sinal de trânsito que se encontrava numa rua de Alverca, que dado o facto de estar vincado a meio, no chão, a sua sombra fazia assemelhar-me a um coração. :)
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Poema CXII - Balada de menta e suor
Teu corpo requebra na dança
De uma melodia. Uma balada.
Doce, a tua voz alcança
Meus ouvidos ressacados de ti.
Do teu respirar ofegante e caloroso.
Sensual... sexual... prazer carnal.
Lentos teus passos aproximam-te.
A cama espera-te. Eu desespero...
Segundos longos separam-nos
Até atingirmos os fundos...
Os altos, o tudo! O nós...
E envolvemo-nos em beijos,
Carícias e penetrações.
Minha língua une-se à tua.
Com ela preencho cada coroa
De teus dentes brancos e tratados.
Sinto teu hálito. É menta?
Sopras meu suor na face.
Refresca-me e recarrego...
A magia continua. A loucura...
Paixão e amor. Menta e suor...
Tudo ao som duma balada.
Bruno Torrão
17 Set.'04
De uma melodia. Uma balada.
Doce, a tua voz alcança
Meus ouvidos ressacados de ti.
Do teu respirar ofegante e caloroso.
Sensual... sexual... prazer carnal.
Lentos teus passos aproximam-te.
A cama espera-te. Eu desespero...
Segundos longos separam-nos
Até atingirmos os fundos...
Os altos, o tudo! O nós...
E envolvemo-nos em beijos,
Carícias e penetrações.
Minha língua une-se à tua.
Com ela preencho cada coroa
De teus dentes brancos e tratados.
Sinto teu hálito. É menta?
Sopras meu suor na face.
Refresca-me e recarrego...
A magia continua. A loucura...
Paixão e amor. Menta e suor...
Tudo ao som duma balada.
Bruno Torrão
17 Set.'04
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