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Este blog nunca se irá encontrar escrito ao abrigo do (des)Acordo Ortográfico de 1990!

domingo, 18 de julho de 2010

Poema CL - Mais forte que ele

Estou bem tão só... Esquecido.
Num quarto onde o sol, proibido,
Não entra por mais destemido
Que seja. Sou mais forte que ele!

Vive só, num mundo astral.
Atrai a si todo o que se move.
Num raio solar aquece o mal
Que na terra de si se comove.

Vivo só, num mundo estranho.
Atraio a mim o que não quero.
Num raio de sonhos, tudo apanho.
Luz, cor, tristeza e desespero.

Estou bem tão só... Perdido.
Num quarto, onde ainda proibido,
O sol não ousa em ter-me aquecido
O mal. Porque sou mais forte que ele!

Bruno Torrão
16 Abr. 05

sábado, 17 de julho de 2010

Poema CXLIX - Estranho

Estranho é voltar a adormecer
Com um sorriso nos lábios desenhado.
Estranho é voltar a reviver
Sentimentos que julguei ser do passado.

Estranho é voltar a acordar
Com o pensamento em ti colado.
Estranho é voltar a suspirar
Como qualquer homem apaixonado.

Estranho seria não te ter paixão...
Não pensar em ti, não te gostar!
Não te guardar, a ti, no coração,
Não te querer. Não te adorar!

Por agora tanto te adorar ando estranho!
Sinto sentimentos que julgava findados...
Mas renasceram, por ti, em grande tamanho,
Que neste tempo, para ti, estiveram guardados!

Bruno Torrão
14 Mar. 05

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Poema CXLVIII - Maior que eu

Sinto o coração maior que o peito!
Sinto-me mais que tudo... tão feliz,
Tão tudo, maior que eu, tão satisfeito!
Sinto-te tão perto, como sempre quis!

Bruno Torrão
11 Mar. 05

sábado, 10 de julho de 2010

Poema CXLVII - Só por ti

Derretem-se meus olhos por ti,
Como se derretem velas ao calor.
Por ti derretia os pólos, só por ti,
Por de ti ter tanto e tanto amor.

Prendem-se meus olhos por ti,
Como se prendem âncoras ao mar.
Por ti prendia a lua, só por ti,
Por tanto e tanto adorares o luar.

Descansam meus olhos por ti,
Como descansam as estrelas no céu.
Por ti descansava, eterno, só por ti,
Num tão grande céu só teu e meu!

Bruno Torrão
10 Mar. 05

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Poema CXLVI - Vertigens

Estas mentes andam doentes
E eu delas me vou rindo!
Tanto me rio eu, entre dentes,
Enquanto de mim elas vão fugindo!

A calamidade, minha gente, aí está!
Vem chegando, passo a passo,
E por mais que fujam, não dá...
Ela agarrar-vos-à em pouco espaço!

Tenho pena de vós... meus queridos,
Que tanto me subjugaram nesta vida!
Chamaram-me louco, pobres enraivecidos,
Julgando que pobre alma seria vencida!

Vejo-vos eu, agora, caírem a pique,
Em altitude tal só vertiginosa de pensar.
Arrepia-me a pele num curto click.
E o vosso mundo finda tão devagar...

Bruno Torrão
07 Mar. 05

terça-feira, 6 de julho de 2010

Poema CXLV - Nas colheres

São as pessoas assemelhadas
Às colheres que tenho no faqueiro;
Umas são brilhantes. Prateadas!
Outras de plástico. Do barateiro.

Quando olho para elas, que vejo,
O côncavo interior desfalcado,
Lembro-me de mim, e nelas revejo,
O meu interior todo alterado.

Porém, miro então o outro lado,
E atento, então, o convexo exterior.
Tudo normal! No sítio bem colocado,
Faz lembrar um mundo de esplendor!

No entanto, o mais importante,
E nem por muitos lembrado,
É que o côncavo mais perturbante,
É, dos dois, o mais bem desenhado.

Pois tão bem suporta no seu pedaço
Os mais gélidos cubos de gelo,
Como amontoa em tão pouco espaço
Um aninhado infinito de quente pelo.

Bruno Torrão
04 Mar. 05

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Poema CXLIV - Incertezas

Um cigarro e música calma.
Uma vela em cima da mesa.
Tormentas bailam-me a alma.
Na cabeça reina a incerteza.

Lá fora a chuva comanda.
Cá dentro o quarto arrefece.
O batimento cardíaco abranda.
O futuro, esse, se esquece.

O pensamento sinto-o quebrado.
A noite parece ser tão escura.
As recordações levam-me ao passado.
A lua, agora, nem parece tão pura.

A minha vida desfaz-se em pó.
Agora o ar é ofegante de tão quente.
Gosto assim, de estar tão só,
Mas não longe de toda a gente.

Bruno Torrão
27 Fev. 05

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Poema CXLIII - Perdão

Estranha meta esta que procuro,
Envolta em quimeras de rara beleza,
Para a qual não me sinto seguro,
E só me deparo com a incerteza,

Tornando-me um ser tão estranho,
Capaz de ser tão incompreendido,
Por quem afecto de grande tamanho
Tenho guardado e sinto ferido.

Estranho caminho que agora percorro,
Era de espinhos sangrentos ornamentado!
Por todos os poros que pedisse socorro
Jamais sentia que fosse, então, ajudado...

Agora que quero esvair-me em morte
E lançar-me aos torrões ensanguentados,
Vejo tantos a acudir-me a sorte...
Tentando dos males serem livrados!

Bruno Torrão
26 Fev. 05



Como há muito que aqui não vinha deixar velhas novidades, e como a alma se me tem libertado e aberto uma nova janela para deixar entrar a inspiração, muito à socapa, vim cá hoje deixar este escrito!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Poema CXLII - Sombras

Temo o dia. A claridade...
Temo tanto! Tenho medo!
Receio... Tamanha felicidade
Provoca-me náuseas em segredo

Que de toda a gente trago.
Só em mim o espectro abraço
Como o destino que largo
E me causa tal cansaço.

Porque as gentes me cansam
E me maçam as ideias,
Tão alegres elas dançam
Em tornos de grandes candeias

Que projectam sombras no escuro!
Iludem-me os pensamentos!
Afugentam de mim o que procuro.
Fazem de meus sonhos tormentos.

Bruno Torrão
23 Fev. 05

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Poema CXLI - Lágrimas

Adoro a solidão! Venero!
Tão só a ela desejo,
Tão só a ela quero,
Respiro, abraço e beijo!

Vivo em mim a solidão!
Só assim gosto de estar.
Sozinho comigo, e então,
Somente comigo falar.

Loucos devaneios sociais,
Acreditem! Sinto-me bem.
Choro tanto! Até demais!
Mas sinto-me bem! Tão bem!

Lanço fora todas as mágoas
Que as pessoas jamais entendem!
As lágrimas? Com calor afago-as...
Secam rápido. E essas me entendem!

Bruno Torrão
22 Fev. 05