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Este blog nunca se irá encontrar escrito ao abrigo do (des)Acordo Ortográfico de 1990!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Passatempo Viajantes

Terminou ontem o passatempo que o blog pôs em curso desde o mês de Junho, a propósito da comemoração do mês de Lisboa, das festas, do dia de Camões e das Comunidades e do lançamento da 2.ª Edição do Viajantes, oficializada em Julho.

Durante estes quase três meses qualquer pessoa poderia ter enviado fotos alusivas aos poemas que foram sendo publicados no blog, respeitantes ao livro.
Embora tenha havido participações, estas não foram de encontro ao solicitado no regulamento do passatempo pelo que, de forma óbvia, não tiveram a possibilidade de entrar em concurso.

Desta forma, e como queremos muito dar-vos a conhecer esta belíssima obra, o passatempo será prorrogado até dia 30 de Novembro às 23h59 e o seu resultado, caso existam vencedores que tenham seguido o regulamento, será anunciado a 4 de Dezembro.

Para relembrar o regulamento;
• Poderão participar todos os indivíduos maiores de 16 anos;
• Não existe limitação geográfica;
• Deverão ser enviadas fotografias com tema relacionado ao poema (a escolher pelo fotógrafo) e a sua aplicação à cidade de Lisboa;
• Poderá haver mais de uma fotografia por concorrente;
• Todas as fotografias deverão ser enviadas para o e-mail signodasletras@gmail.com;
• Juntamente com as fotografias, deverão remeter os seguintes dados pessoais: nome, idade e endereço para o envio da obra para que, caso seja o vencedor, permita o envio do prémio, assim como a legendagem e/ou referência ao poema a que cada fotografia faz jus.

Para relembrar os poemas publicados no blog e aptos a concurso, poderão seguir o link http://signodasletras.blogspot.pt/search/label/Livro%20Viajantes

O prémio, como referido anteriormente, será um exemplar da 1ª. Edição do livro Viajantes, numerado e autografado pelos autores.

Boa sorte a todos!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Átomos

Átomos 

Como se te despisses em alvoroço
Na ideia de te mostrares por inteiro,
Sem pele, sem carne, sem osso,
Só a fusão da ideia em grosso
De que tudo em ti é meu terreiro,

É meu terreno, meu campo vasto
Sem fim à vista, princípio ou meio,
Nem tempo ganho, nem tempo gasto,
Somente um corpo por onde repasto
Sem ter noção de onde me veio.

Como sombras na parede deslizámos,
Cientes que nem físico táctil oferecemos
Neste baile de corpos que apagámos
Das mentes, onde apenas encontrámos
Átomos incandescentes, por outros termos,

Faíscas fulgurantes sem trilho algum,
Num caminho desenhado em espasmos
E sobressaltos de prazer comum.
Como se nos despíssemos para sermos um
Só para sermos dois orgasmos. 

Bruno Torrão

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Amor de uma só hora



Amor de uma só hora (esquecimento) 

E como se nunca nos houvéssemos cruzado
Rasgamos o caminho – cada um o seu –
Como dois pêndulos num relógio parado
Certeiros de que no tempo nada aconteceu,

Nada permanecerá num passado que houver,
Nem mesmo um tempo perdido que seja.
Recordaremos em branco se o que vier
À memória realmente preveja

A lembrança de algum momento vivido.
Meu amor de uma só hora, esquece!
Tudo do que nada que tenha acontecido
Dever-te-á marcar do que no futuro acontece

E tu, amor que foste de uma hora só,
Não mais te recordarás dessa hora gasta
A amar uma hora que se fez de si pó,
Que até a memória no esquecimento se desgasta.

Bruno Torrão