Hoje eu me perdoo.
Da raiva que em mim guardo
Neste grande lago
E fundo
Tão largo como o mundo,
Imundo,
Sem fundo,
Feito de maldade,
Sem margem...
À margem da sociedade.
De betão não é a barragem...
É de falsidade
O cimento, cinzento
Ciumento,
É verdade.
Por lá não passa água
Só mágoa,
Saudade,
Tristeza,
Sem pureza
De se notar.
É difícil de aguentar
Sem que tenha de explodir
Sem que tenha de chorar
Gritar, enlouquecer...
Mas não sei o que mais faz doer.
Não sei o que realmente me vai ferir.
Vou guardá-lo,
Vou aguentar
E de novo me vou perdoar,
Para que não venha a magoá-lo.
Bruno Torrão
99/12/06
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1 comentário:
Olá,
Povo
Ò povo que trais sem saber
O corpo que cansada da luta não
Pode ver
Ò néscio que não tiveste
Quem a ti te ensinasse
A andar.
Ò triste que caminhas com os
Pés dos outros,
Sem saber no que estás a pisar!
Poema da autoria de LILIANA BARRETO do LIVRO POISEIS II
Desejo-te uma bela semana, na companhia deste belo poema que encantou os sentidos.
Beijinhos ConceiçãoB
http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com
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