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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Lançamento d'O Grande Livro do Corpo

O Signo das letras convida todos os seus seguidores para o lançamento d'O Grande Livro do Corpo, de Bruno Torrão e Jordi Llorella Oriol, no próximo sábado, dia 1 de Julho, às 19h00, na livraria da Fábrica de Braço de Prata em Lisboa.

A apresentação contará com a presença dos autores, de Daniel Costa-Lourenço (prefaciador) e com a declamação de alguns textos por Susana Simões.

Poderão seguir mais informações através do evento criado na página da rede facebook.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Grande novidade!

O meu próximo projecto, em mente há já alguns anos, começa agora a ver a possibilidade de se vir a tornar físico!
O Grande Livro do Corpo já se encontra em promoção para crowdfunding, na plataforma PPL.

Este livro reúne poesia da minha autoria e fotografia do catalão e amigo Jordi Llorella Oriol,

É "(...) um compêndio do descobrimento das superfícies do mundo, do corpo universal. Um mapa colorido de ventos, monstros e serpentes, de aventureiros seguindo as estrelas e perdendo-se nos mares, cidades e povos imaginados." como descreve Daniel Costa-Lourenço, no prefácio.

O livro encontra-se em financiamento público onde, a quem o apoiar, será oferecida uma ou várias recompensas, estando estas disponíveis a consulta na ligação externa acessível clicando na imagem abaixo.

Apoie este projecto e garanta um exemplar único e com acesso a desconto superior a 10% do PVP, assim como a outras regalias.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

ATENÇÃO!

O seguinte texto não é recomendado à leitura a menores de 18 anos. Pode conter vocabulário susceptível de ferir a sensibilidade de alguns visitantes e leitores.
O blog e o autor abstêm-se de quaisquer incursões a denúncia por inexistência de qualquer advertência.







Precisamente 

Que se criem em nosso torno, paixão,
Áureas de energia de luxúria e tesão,
Em circunferências concêntricas à nossa volta,
Onde seremos depois, ambos, então,
Como resultado da quebra do colchão
Enviados para Guantánamo sob escolta.

Transpiremos, fulgurosos amantes,
Encharquemos o chão de suores quentes
Por nós soltos quase envergonhados.
Crêem-se entre eles descrentes
Que se crie entre dois corpos quentes
Tanto despudor entre dois apaixonados.

Usemos a cama, abusemos do chão,
Não recorremos a mais sítios, senão
A vizinhança morre de choque,
Taquicardíacos, de hipertensão!
Essa barba enlouquece-me, cabrão,
Fode-me até os lábios a cada toque,

Mas que se foda! Até isso eu desejo!
E enquanto de ti não vejo
O que por trás da braguilha proteges
Não descanso, não paro nem bocejo…
Apenas passo o tempo e a tua pele a cada beijo,
Caminhando com ânsia enquanto me reges

Cada toque, cada movimento que te extasia!
Sei bem como a tua pele se arrepia
E quando cada gemido tentas não soltar.
“Ah, meu cabrão!” – até isso te saía
Por entre os lábios que suavemente te mordia
Na tentação de te sentir ejacular.

Sem vergonha alguma nos mantemos
Por entre lençóis, dos quais nos esquecemos
Até para o que é que servem, realmente!
Já bastou a serventia aos nossos corpos que comemos!
Comemos? Nunca gostámos da expressão… Fodemos,
Pois foi isso mesmo que fizemos, precisamente!

Bruno Torrão

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Sobras de nós



Sobras de nós

Sem saber se é raiva ou medo,
Se finco a alma ao teu segredo,
Se me permito ou me prometo,
Por entre as figas dos teus dedos

Finco o corpo ao nosso muro.
Mudo a luz ao que me é escuro
E escapo pelo corpete
Do teu peito que eu seguro.

E lanço à cama, onde perfuro,
O corpo espanto que sustentas
E onde o tempo não assentas

Perdido em murmúrio puro,
Por sermos só sombras que sobrámos
Na pureza avessa dos orgasmos.

Bruno Torrão

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Átomos

Átomos 

Como se te despisses em alvoroço
Na ideia de te mostrares por inteiro,
Sem pele, sem carne, sem osso,
Só a fusão da ideia em grosso
De que tudo em ti é meu terreiro,

É meu terreno, meu campo vasto
Sem fim à vista, princípio ou meio,
Nem tempo ganho, nem tempo gasto,
Somente um corpo por onde repasto
Sem ter noção de onde me veio.

Como sombras na parede deslizámos,
Cientes que nem físico táctil oferecemos
Neste baile de corpos que apagámos
Das mentes, onde apenas encontrámos
Átomos incandescentes, por outros termos,

Faíscas fulgurantes sem trilho algum,
Num caminho desenhado em espasmos
E sobressaltos de prazer comum.
Como se nos despíssemos para sermos um
Só para sermos dois orgasmos. 

Bruno Torrão