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Este blog nunca se irá encontrar escrito ao abrigo do (des)Acordo Ortográfico de 1990!
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Balada de menta e suor



Balada de menta e suor

Teu corpo requebra na dança
De uma melodia. Uma balada.
Doce, a tua voz alcança
Meus ouvidos ressacados de ti.
Do teu respirar ofegante e caloroso.
Sensual... sexual... prazer carnal.

Lentos teus passos aproximam-te.
A cama espera-te. Eu desespero...
Segundos longos separam-nos
Até atingirmos os fundos...
Os altos, o tudo! O nós...

E envolvemo-nos em beijos,
Carícias e penetrações.
Minha língua une-se à tua.
Com ela preencho cada coroa
De teus dentes brancos e tratados.
Sinto teu hálito. É menta?

Sopras meu suor na face.
Refresca-me e recarrego...
A magia continua. A loucura...
Paixão e amor. Menta e suor...
Tudo ao som duma balada.

Bruno Torrão

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Poema CXXXIX - Pele

Estende-me a pele sobre ti
Como xaile negro desvanecido,
Pele seca e mal tratada,
Como lágrima enxugada,
Caída em teu vestido

De pele, de corpo... Poros e pêlos.
Estendi-me sobre nós
Sobre a cama desfeita,
Nossa veneração eleita,
Em tons de uma só voz

Gritante e jubilar!
Cobri-me de mim, só,
Envolto em flanelas.
Cerraram-se as janelas.
Pelos ácaros me fiz pó.

Lançaste-me ao quarto vento
E à aragem pré-matinal.
Refrescas-me os sentidos,
Apuras-me os lânguidos...
E a pele sabe-me tão mal...

Bruno Torrão
13 Mai.'05



E assim, em pele termino o meu quarto livro, Magnotico - Livro Segundo que poderão, porventura, seguir na íntegra através deste link!
Resta, agora, aguardar pela publicação do próximo. Só aqui! Só no Signo das letras!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Poema CXXXVIII - Açucenas

Tardes amenas, de Primavera!
Tardes de açucenas, quem me dera
Que tão serenas em mim fossem,
Tão calmas em mim que fossem,
Tais amenas e doces tardes
Nas quais apenas ainda ardes
Em minha vista já cega
De um coração que não sossega!

Ó mente apaixonada! A minha!
Talvez machucada... Coitadinha!
Não faço por ti minha coitada.
Mente sem rumo, desnorteada,
Amargas em sumo de limonada!
És tão doce, açucarada...
Mas não te sustentas em nada!
E na minha cega vista, molhada,

Permaneces invicta! Intocável!
Como voz de anjos, inolvidável,
Dos tempos em que passámos
Abraçados ao mundo... Sonhámos!
Tanto que sonhámos, amor!
Tanto que sonhámos... Amor!
Lembro agora esses momentos,
Mergulhado em longos tormentos,

E encharco em mim a saudade!
Ó triste e dolorosa maldade
Que o tempo não quis apagar!
Inocente dor a atacar
A alma, o corpo, a mente...
Tudo à volta anda dormente
Por me esquecer das tardes amenas.
Primaveras tardes de açucenas.


Bruno Torrão
07 Abr. 05

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Poema CXXXVII - Brinca, Alegria!

Brinca nesta rua, Alegria,
Enquanto to permite a idade!
Pois daqui a uns anos, mais tarde,
Não mais brincarás, Alegria...

Brinca agora, pequena Alegria,
Como brinca qualquer criança
Brotando dos olhos esperança,
Fantasia, emoção e alegria...

Só agora podes brincar, Alegria,
Aproveita agora tamanha virtude!
Pois com o crescer tanto se ilude
E na vida só se perde é alegria...

Bruno Torrão
19 Fev.'05



Este foi, como podem verificar pelos tag, mais um poema no qual utilizei a táctica Three Words Poetry.
Ainda hoje me espanto, comigo, como tive tamanha agilidade nesses tempos em fazê-lo... E hoje nem tampouca agilidade tenho - quase - sequer, para escrever...!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Poema CXXXVI - Abraçado à morte

Quem sabe ao chegares, um dia,
Em vez de me veres abraçado a mim,
Abraçando a morte com alegria,
Me encontrarás no mesmo sítio, por fim.

Talvez sem esperares, um dia,
Estarei deitado no leito eterno,
A morte abraçando-me, como eu queria,
Apenas a sete palmos do inferno.

Talvez realize tais desejos, um dia,
Como jamais consegui realizar maiores.
Abraçar a morte. Tanto que queria...
Mas jamais por morrer de desamores.

Bruno Torrão
13 Fev.'05



Engraçado! Por pouco não colocava o poema no seu quinto aniversário.
Por este modo vejo em como mudei tanto nestes cinco anos volvidos, neste tema e nesta temática. quer na vida, quer na escrita. Ainda que muito do que escrevo - ou escrevi (por vezes já não sei como me designar neste ponto ou situação) - tenha muito-bastante-ou-quase-tudo daquilo que sou, presencio e vivo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Poema CXXXV - Saudade

Estranho é o sentimento. Complexo.
Não sabe ninguém mais defini-lo...
Torna-me tão confuso. Perplexo!
Longe de o largar. Fácil é consegui-lo.

Longe de tudo o que viva... da vida,
Atrofia os eternos pensadores...
Faz pensar em cada batalha vencida.
Agilmente refresca memórias de dores...

Estranho é o sentimento. Complicado.
Alcança todos, em qualquer idade.
Faz parte de nós. É o nosso fado,
Aquele que nos alaga. E é saudade...

Bruno Torrão
12 Fev. 05



Como já não aqui vinha há quase um mês, decidi aparecer. Não que goste do poema... mas continuo a postá-los por ordem.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Poema CXXXIV - Tonto

A cabeça batuca... matuta.
Pensa. Tanto ela pensa.
Tem preso o peso de uma prensa.
É estranha derrotada de uma luta.

Dá mil voltas no seu lugar.
Roda e gira como nada...
Não chega ao fim de cansada,
Mas cansa-se de tanto pensar.

Prende-me a visão ao além,
Onde jamais cabeça estivera...
Não se lembra ela de Primavera
Florida, como quando se ama alguém.

Anda tonto o meu pensamento.
Doente da vida. Depressivo.
Por isso da vida me esquivo.
Por isso da vida me atormento.

Bruno Torrão
11 Fev. 05

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Poema CXXXIII - Fuga

Corre-me o rio por toda a face!
Rolam-me as pedras no pensamento!
Procuro, em vão, algo que disfarce
O que tenho cá dentro. Este tormento!

A fuga torna-se uma necessidade!
A vontade de sair sem ter norte,
Sem rumo escolhido. Só a vontade
De seguir o destino, à mercê da sorte!

Criar uma cruzada da liberdade,
Levada em extremo significado!
Não ter barreiras, nem saudade,
Nem vontade de voltar ao iniciado.

Perder-me em montes e caminhos.
Achar-me longe. Não mais me achar!
Perder de vista todos os caminhos
Para não mais saber como voltar...

Bruno Torrão
07 Fev.’05

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Poema CXXXII - Velozes

Farto-me de fumar. Estou estranho...
Nunca vi, de tão grande tamanho,
Pensamentos correrem dentro de mim.
Parece-me uma auto-estrada sem ter fim,
Por onde carros alcançam tamanha velocidade.

Não lhes intercepto o caminho. São velozes!
Tenho medo? Não sei... parecem soltar vozes
Que encalham o meu agir. A solução...
Não percebo qual a meta! Para onde vão?
Tão rápidos, porquê? Qual a ansiedade?

Parecem-me ter perdido a simplicidade
Numa qualquer curva de má visibilidade.
Não parecem sequer ter qualquer destino...
Mas correm para algum lugar que não defino
Nos meus estranhos sentidos de percepção!

Correm como loucos! E não param, nem abrandam!
Tomara que algo os fizesse parar onde andam,
Para os poder observar. Para lhes poder perguntar;
“Porque existem em mim? Porquê tanto desgastar?
Saberão, talvez, que me gastam também! Ou não?”

Mas não param! Não abrandam. Só seguem
Em tais correrias que, suponho, não entendem
Também eles, a causa. Mas esgotam-me o pensamento!
Nada concluo. A destino nenhum chego, em padecimento,
Por nenhuma resposta obter. Só peço, agora, então...

Parem... Parem de correr!

Bruno Torrão
07 Fev.’05



Quando na cabeça as questões parecem ganhar tamanhos assustadores enquanto circulam pelas nossas auto-estradas cognitivas sem lei de velocidade... Sai isto. Saíu isto.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Poema CXXXI - Àqueles (o grito da liberdade!)

Gente estranha... Tanta gente!
Gente cinzenta num mundo de loucos,
São eles tantos ou tão poucos,
Os que sentem o sentir que a gente sente!

Tristeza guardada em coração dormente!
Têm conversas escondidas do mundo...
São desvairados. Também pensam fundo,
E sentem o sentir que a gente sente!

E é essa gente de tão acanhada mente,
Que nos ignora com tamanho desdém,
Que sabem que sentimos nós também,
E sentem o sentir que a gente sente!

Mas eles insistem em me tomar por diferente,
Porque amo o semelhante, e eles não!
No amor deles não comanda só o coração,
Mas sentem o sentir que a gente sente!

Por isso eu assumo à estranha gente,
Que sei ser como sou, e não como querem!
Que não é por me repudiarem que me ferem,
Aqueles que sentem o sentir que a gente sente!

Bruno Torrão
06 Fev.’05




Este foi, sem dúvida, um dos meus mais bem aclamados poemas até à época em que foi escrito. O simples rasgar de raiva que tentei demonstrar - muito calmamente como é tão próprio do meu ser! - fez-me enaltecer perante aclamadas palavras vindas de muita gente!
Perdi a vergonha de me assumir e de esconder aquilo que realmente me faz sentir bem e ser (a maioria das vezes) feliz. Assumi que sei amar quem realmente amo, e não preciso que seja institucional ou que esteja na Constituição a dizer que o posso fazer.

Amo porque amo.
Gosto porque gosto!
... E se não posso mandar nos sentimentos dos outros, por favor, livrem-se de mandar nos meus!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Poema CXXX - Mais fácil

Eu cá choro sempre parado,
À minha cama encostado,
Para que caia apenas meu pranto.
Mais fácil será encontrá-lo,
Que em qualquer outro canto,
Para quando quiser de novo chorá-lo.

Eu cá choro sempre a andar,
Por onde mais quero estar,
Para que caia o pranto na terra.
Mais fácil será esquecê-lo.
E assim não entro em guerra
Com o meu próprio flagelo.

Eu cá choro sempre a correr,
Por entre pedras a ferver,
Para que seque rápido a amargura.
Mais fácil será perdê-la,
Que em qualquer outra altura,
E então nunca mais revê-la.

Eu cá choro sempre a cantar,
Nas melodias que fazem chorar,
Para que a música alegre o poema.
Mais fácil será compartilhá-lo,
O que dificulta o meu dilema,
E que tão bem sabem escutá-lo.

Bruno Torrão
30 Jan.'05

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Poema CXXIX - Estas folhas

Sou como as árvores. Altas. Esguias.
Tocam céus, chegam fundo. São como eu,
Tão grandes são as árvores. Como eu.
Tão só como eu. Tão altas e frias.

Estão nuas no Inverno. Estão frias!
Enchem-se de cor no Verão. Como eu,
Todo o ano choro, folhas, que me deu
O Verão. Folhas. Cor e alegrias.

E choro no Outono as folhas mortas.
E no chão, então mortas, elas caem,
Como pesadas que fossem, leves são

Estas folhas que ganhei pelo Verão.
São minhas lágrimas que agora o cobrem.
Chão dos passos da vida que agora fogem.

Bruno Torrão
29 Jan.'05

sábado, 8 de agosto de 2009

Poema CXXVIII - Enjoado

Mata-me aos poucos, a rotina.
A sabedoria triste da vida cronometrada.
Vida seguida, sabida e farta. Enjoada!
Segue-se a estrada em que cada esquina

Se assemelha a outras tantas.
Estranho é, podera, quem as fez,
Por certo envolvido em mantas,
Decadência, insanidade e embriaguez.

Ruas tortas onde me assombro tanto.
Ruas estranhas onde me resguardo
E tão, estupidamente, o meu pranto
Afogo, mato... E deixo enterrado.

Bruno Torrão
28 Jan.’05

terça-feira, 28 de julho de 2009

Poema CXXVII - Por vezes estou vivo

Por vezes estou vivo... outras, nem sei.
Por vezes respiro. Outras suspiro...
Houve até alturas em que sonhei,
Que de um simples retiro,
Sombrio e húmido, escuro de morte,
Perdia a minha orientação e o meu norte,
A quem os meus suspiros mirava,
E com tamanha frieza mos roubava.

Por vezes estou morto... julgo que esteja.
Nem sei... Não conheço o que separa, afinal,
A vida da morte. Sou a alma que rasteja
Entre cacos e cactos, espinhos de dor mortal,
Que me rasgam a pele. Fraquejo. Como estou?
Nem sei dizer, sequer, o que sou...
Se alma, se corpo, se nada... ou tudo.
Se rasgos de tristeza que me fazem mudo.

Por vezes sou tudo... outras, nem tanto.
Por vezes sou nada. Por vezes apenas sou
Aquele que lança aos ventos o pranto
Que imagina que quem tal choro criou,
Não passa de alguém que não é vida.
Alguém que nunca foi nada. Esquecida,
Talvez, uma vida que se fez de aço,
Morta e desfeita pela malvadez do cansaço.

Por vezes sei o que sou. Muitas não sei.
Julgo que manejo o tempo e sou quem ensina
Toda a gente a viver o que, um dia, inventei.
Como manter a pose. Como matar a rotina.
Como se ser feliz numa intensa infelicidade.
Como se manter jovem no fim da idade.
Mas nem sempre estou vivo. Nem sempre morto.
Caminho, portanto, à luz de um caminho torto.

Bruno Torrão
24 Jan.'05

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Poema CXXVI - Quisera eu

Se a terra ao fim se entregasse,
Como pagamento à sua tortura,
Quisera eu, que a felicidade saltasse,
Da minha palma a uma pedra dura.

Se o mundo ao fim se redimisse,
E se submetesse ao descontrolo,
Quisera eu, que a euforia sorrisse,
Saltando por fim do meu solo.

Se a vida ao fim se terminasse,
E me desse oportunidade de escolha,
Quisera eu, que ela aceitasse,
A minha vida por esta folha.

Bruno Torrão
15 Jan.’05

domingo, 26 de julho de 2009

Poema CXXV - É estranho (que estranho)

É estranho que me adore
Quem eu nunca soube adorar.
É estranho que me ame
Quem eu nunca soube amar.

É estranho que me odeie
Quem eu nunca soube odiar.
É estranho que admire
O que não soube antes admirar.

É estranho que morra
Sem nunca antes ter vivido.
É estranho que viva
Sem nunca antes ter sofrido.

É estranho que sofra
Sem que tenha antes me arrependido.
É estranho que me arrependa
Sem que tenha antes aprendido.

É estranho que agora sorria
A quem nunca me tenha sorrido.
É estranho agora sofrer
Por quem nunca tenha sofrido.

É estranho que tudo me estranhe
E tudo o que estranho já vivi.
É estranho que tudo estranhe
Sem nunca estranhar o que vivi.

Bruno Torrão
13 Jan.’05



Estranho acredito que andava eu, nesta altura... Não me pareceque andasse bem das ideias. Agora que revejo estes últimos poemas, não gosto nada do que leio neles... :\

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Poema CXXIV - Prisioneiro

Prisioneiro

Gostava eu, de um dia saber,
De todas as palavras os significados,
Para no fim me saber defender
De todos estes e aqueles meus pecados

Que fizera um dia, enquanto vivi.
Que fiz toda a vez em que me existia.
Tomara eu, aprender o que aprendi
Fora da vida, enquanto vivia.

Extenso arenal, que pelo mar se estende,
É este que agora tanto procuro,
Saber o que, afinal, à vida me prende,
Num lodo que me aprisiona de tão duro.

Bruno Torrão
13 Jan.’05



Ainda que este não seja tão melhor... Mas se dois num dia são muitos, três exageram.
Amanhã passo por cá, novamente!

Poema CXXIII - Poema do desespero

Poema do desespero

Longe!
Vai para longe...
Sai!
Sai como quem foge ao mundo
Tal como foge o monge para se tornar ermita...
Para se tornar tão só
Para se tornar tão ele.

Parte...
Parte para longe de mim
Distante... perto do fim. Ou para lá
Da dimensão fechada.
Deixa-me!
Larga-me!

Estou em perfeito desespero...
Perfeita amargura, tristeza, solidão,
Angústia, penura, aflição, agonia...
E ainda permaneces.
Prendeste, agarras-me...

Posso até chamar-te...
Não me ouves chamar-te?
Responde-me, então...
Vem até mim. Quero-te perto de mim...
Sentir o teu perfume deambular
Pelas minhas narinas...
Sentir o teu olhar destruir-me
As retinas molhadas...
Sentir o teu respirar nos meus poros,
Suave brisa que corre meus pêlos
Fortes em corpo frágil...
Agora vem!

Vem!
Quero ter o prazer
De te ver sofrer como sofro!
Desespero por sentir tamanha vitória!
Anseio por te ver no chão
Pedindo misericórdia...
Mas deixa-me...
Só quero que me deixes.

Bruno Torrão
02 Jan.’05



Como não gosto NADA deste poema, hoje deixo aqui dois!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Poema CXXII - Cortejante

A Eva Redondo

Nasce por fora sem dar conta,
Cresce por dentro, incontrolável.
Deixa o corpo demente, a cabeça tonta.
É um bem tão mal alcançável.

Sabe tão bem cortejar...
Sabe tão bem sentir-se...
Tão facilmente sabe esquartejar
Um coração... e redimir-se.

É tão natural como o sorrir
Tanto o é como o morrer.
Nada mais é que o sentir
Que bem se quer, e se é bem querer!

Bruno Torrão
28 Dez.'04



Este poema nasceu em menos de 10 minutos. Na aula de Português do já distante curso, a formadora, Eva Redondo, a quem dediquei este poema, solicitou para que cada um descrevesse o amor. Eu fi-lo parecer assim. E até gostei! :)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Poema CXXI - Monstro

Que papel é este que trago,
Em pedaços tão grandes e pequenos,
Incertos de doce e amargo?
Tão doentes e de saúde plenos...

Que estranho rasgo de solidão...
Rasgo a solidão, tão estranhamente,
Não se dispersa jamais. Não!
Permanece em minha mão demente

Como se, no verso, tivesse cola.
Vazia está minha mão. Vazia...
Repleta de papel em forma de bola.
Mando-a fora. Não se desvia.

Porque não me largas, terror,
Monstro do meu medo inconsciente?
Larga-me como me largou o amor,
Que em todos estes dias está ausente.

Bruno Torrão
26 Dez.'04