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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Poema LXVI - A tua cura

À minha tão grande amiga,
Marília Céu


Senti no primeiro dia
Nascer uma flor no meu jardim,
Apareceste tu, Marília,
Para preencher o vazio que havia em mim.

Ouvi-te contar a tua vida
Com a tua (única) expressividade
Sabendo que havia um ferida
Algures na tua intimidade.

Foste até hoje o pano
Que amanhã me irá tapar,
Protegendo do mal soberano
Que me quer ferir e matar.

Sinto então a segurança,
Que poucos ma fizeram ter,
Junto de ti tenho esperança
Para ao mal sobreviver.

Quero que o teu céu, só teu,
Não pare nunca de tocar o meu vento,
Em que se une o que é teu e meu
Nem que seja só por um momento.

A tua ferida, hoje, está sarada,
E só abrirá com a saudade.
A receita está passada...
Cura-se com a minha amizade!

Bruno Torrão
00/12/09

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